Na Nigéria existe uma tendência muito forte de formar associações e corporações devido a sua grande extensão de terras e também uma forte expressão política , estas associações são formadas com o interesse comum de proteger a população em economia, política, recriação e religião. A sociedade secreta Ògbóni é encontrada em terras Yorubá, e sustentada pela tradição de ter surgido nos primórdios de Ilé Ifè. Venera a terra como fonte da vida, simbolizada pelo orixá Edan...”
Segundo um itan do Odu Irosun-Iwori, num antigo período da história da humanidade, esta vivia em total anarquia, promovendo sucessivos incidentes de roubos, assassinatos e violações de toda ordem de abuso aos códigos éticos ditados pelos ancestrais. Alguns habitantes pediram a interferência de Orunmilá, para que colocasse um paradeiro naquela situação alarmante. Orunmilá ordenou que se realizassem sacrifícios e aqueles que cumpriram as instruções de Ifá prosperaram em segurança. Depois disso, Orunmilá retirou-se aos céus, entregando a Edan a responsabilidade sobre a Terra. Edan firmou um pacto e aqueles que juraram mantê-lo, puderam viver em paz, harmonia , justiça e prosperidade.
Após longo tempo de permanência na Terra, Edan retornou aos céus, delegando a um grupo de pessoas responsáveis a tarefa de supervisionar e fazer cumprir as leis estabelecidas. Este grupo se uniu em fraternidade, tornando-se a conhecida Sociedade Secreta Ogboni.
Ainda hoje, Ogboni mantém ritual iniciático baseado num pacto que estabelece e faz cumprir o seu elevado código ético, zelando pela justiça , verdade, lealdade e proteção.
A justiça de Ogboni é firmada com a própria Terra – Onilé, que detém a prioridade em todos os ritos. Dela sai o sustento de todos os seres que nela habitam, dela saiu o barro primordial com que Obatalá modelou o ser humano. Dela viemos, nela nascemos e recebemos a oportunidade da vida, dela somos alimentados e a ela alimentaremos, por ocasião da morte.
Conta o itan que Olodunmare concedeu cada reino da natureza a um òrisá, assim, sempre que um ser humano expressasse alguma necessidade relacionada a um dos reinos, deveria pagar uma prenda em forma de sacrifício ao òrisá correspondente. Restou, de todos os reinos, o próprio planeta Terra, que foi concedido a Onilé. O seu tributo seria a própria vida, pois nela repousam os corpos e restos de tudo o que já não vive. Onilé deveria ser propiciada sempre, para que o mundo continuasse a existir, gerando continuamente, nova vida e assegurando a continuidade do planeta.
Com o objetivo de promover a harmonia com a natureza, Ogboni venera Onilé – os senhores da Terra - como fonte da Vida , simbolizada pelo òrisá Edan. Daí resulta que todo aquele que transgredir o pacto estabelecido pela Lei de Ogboni, deverá,– incondicionalmente, prestar contas à Edan – a própria Terra.
Outra atividade dessa sociedade é a de detectar as ofensas feitas aos Orixás, para logo penalizar rigorosamente os culpados. As cerimônias feitas por essa sociedade mística se realiza em um lugar sagrado e nesse lugar são depositados inúmeras oferendas.
Graças a seu poder espiritual os Ògbóni podem alcançar posições em nível social e políticos. Eles são facilmente reconhecidos porque usam um Opa-Edan, feito de ferro nas extremidades, ressaltam as figuras de uma mulher e outra de um Homem. O chefe do culto de Ogboni é um iniciado que atinge o grau de Oluwo ( pai do segredo) e é portador do shaki – uma estola que o distingue como detentor de honra e respeito.
No dia 19/10/91 na Estrada Taquaral 670 Fundos Rj Senador Camará. Estava eu me iniciando para o orixá OXUM, dentro do culto AFRO BRASILEIRO dando inicio a uma grande jornada em minha vida espiritual No Ilê Asé Omo Oni Iku com o babalorixá Celso de Xapanã. E sendo com ele meu Odu Itá e Odu Ige (SAMOS DESCENDENTE DO ILÊ ASÉ YA NASSO OKA DO ENGENHO VELHO DA CASA BRANCA DA BAHIA). E hoje dando inicio a minha trajetória com os meus filhos.
sábado, 5 de novembro de 2016
Sobre as Qualidades de Orixas"
Existe sem duvida no Brasil uma questão muito polêmica sobre as multiplicidades dos orisas chamada por todos de qualidade de orisa
Para melhor entendimento é que na África não há qualidade de orisa; ou seja, em cada região cultua-se um determinado orisa que é considerado ancestral dessa região e, alguns orisas por sua importância acaba sendo conhecido em vários lugares como é o caso de Sàngó, Orumila, etc.
É de se saber que Esu é cultuado em todo território africano, da forma que Osun da cidade de Osogbo é Osun Osogbo, da região de Iponda é a Osun de Iponda, Ogún da região de Ire é Ogún de Ire (Onire: chefe de ire), do estado de Ondo é Ogún de Ondo,etc. Na época do tráfico de escravos veio para o Brasil diversas etnias
Ijesas, Oyos, Ibos, Ketus,etc e cada qual trouxe seus costumes juntos com seus orisas digamos particulares, e após a mistura dessas tribos e troca de
informações entre eles cada sacerdote ou quem entendia de um determinado orisa trocaram fundamentos e a partir daí surgem todos esses aspectos, e essa quantidade de orisa presente aqui no Brasil, sendo que o orisa é o mesmo com origens diferenciadas.
É claro que por ter origens diferenciadas seus cultos possuem particularidades religiosas e até mesmo culturais por exemplo Oyá Petu tem seus fundamentos assim como Oyá Tope terá o seu, isso nada mais é, que uma passagem do mesmo orisa por diversos lugares e cada povo passou a cultuá-lo de acordo com seus próprios costumes. Um exemplo mais nítido é que aqui fazemos muitos pratos para Osun com feijão fradinho, entretanto num determinado país nãohá esse feijão portanto foi substituído por um grão semelhante e assim puderam continuar com o culto a Osun sem a preocupação de importar o feijão fradinho.
Outro exemplo de orisa transformado em qualidade no Brasil é Osun kare, Kare é uma louvação à Osun quando se diz: Kare o Osun! A palavra kare também é uma espécie de bairro na África, logo Osun cultuada em kare é Osun kare, e por vai surgindo desordenadamente essa quantidade de orisa aqui no Brasil. Imagine um rio que atravessa todo território Nigeriano e, em suas margens diversas etnias que num determinado local algumas pessoas diria que ali é a morada de Osun Ijimu (cidade de Ijumu na região dos Ijesa), mais para frente em Iponda diria aqui é a morada de Osun Iponda, mais para frente, em Ede esse rio terá o culto de Ologun Ede, o chefe de guerra de Ede segundo sua mitologia, e serão diversos orisas cultuados num mesmo rio por diversas etnias com pequenas particularidades. Isso acontece com todos orisas e suas mitologias fazem alusão a essas passagens e constantes peregrinação de seus sacerdotes quer por viajens comercias ou por guerras intertribais sempre espalharam seus orisas em outras regiões.
Outro fato interessante é títulos que algumas divindades possuem e foram transformadas em qualidades, por exemplo Ossosi akeran, akeran é um titulo de um determinado caçador (ancestral) com isso vamos na próxima edição analisar esses fatos e informar todas qualidades de orisa da nação keto que o sacerdote pode ou não mexer de acordo com o conhecimento de cada um, pois o nosso dever é informar sem a pretensão de nunca ser o dono da verdade Na próxima edição vamos diferenciar, títulos de nomes de cidades, nomes tirados de cânticos que as pessoas insistem em dizer que é qualidade de orisa.
Sobre a multiplicidade dos orisa.
Vamos separar a qualidade como é chamada no Brasil (em Cuba chama-se caminhos), dos títulos e de nomes tirados de cantigas como insistem pseudo sacerdotes. Já sabemos que os orisa são venerados com outros nomes em regiões diferentes como: Iroko (Yoruba), Loko (Gege), Sango (Oyo), Oranfe (Ife), isso torna o culto diferente. Temos também o segundo nome designando seu lugar de origem como Ogun Onire (Ire), Osun Kare (Kare),etc, também temos os orisa com outros nomes referentes as suas realizações como Ogun Mejeje refere-se as lutas contra as 7 cidades antes dele invadir Ire, Iya Ori a versão de Iyemanja como dona das cabeças, etc. Há portanto uma caracterização variada das principais divindades, ou seja, uma mesma divindade com vários nomes e, é isso que multiplica os orisas aqui no Brasil.
Vamos começar com Esu o primogênito orisa criado por Olorun de matéria do planeta segundo sua mitologia, ele possui a função de executor, observador, mensageiro, líder, etc. Alem dos nomes citados aqui que são epítetos e nomes de cidades onde há seu culto, ele será batizado com outros nomes no momento de seu assentamento, ritual especifico e odu do dia. Não será escrito na grafia Yoruba para melhor entendimento do leitor.
Oba Iangui : o primeiro, foi dividido em varias partes segundo seus mito.
Agba: o ancestral, epíteto referente a sua antiguidade.
Alaketu: cultuado na cidade de ketu onde foi o primeiro senhor de ketu.
Ikoto: faz referencia ao elemento ikoto que é usado nos assentos esse objeto lembra o movimento que esu faz quando se move do jeito de um furacão.
Odara: fase benéfica quando ele não está transitando caoticamente.
Oduso: quando faz a função de guardião do jogo de búzios.
Igbaketa: o terceiro elemento, faz alusão ao domínios do orita e ao sistema divinatório.
Akesan: quando exerce domínios sobre os comércios.
Jelu: nessa fase ele regula o crescimento dos seres diferenciados. Culto em Ijelu.
Ina: quando e invocado na cerimônia do ipade regulamentando o ritual.
Ona: referencia aos bons caminhos, a maioria dos terreiros o tem, seu fundamento reza que não pode ser comprado nem ganhado e sim achado por acaso.
Ojise: com essa invocação ele fará sua função de mensageiro.
Eleru: transportador dos carregos rituais onde possui total domínio.
Elegbo: possui as mesmas atribuições com caracterizações diferentes.
Ajonan: tinha seu culto forte na antiga região Ijesa.
Maleke: o mesmo citado acima.
Lodo: senhor dos rios, função delicada dado a conflitos de elementos
Loko: como ele é assexuado nessa fase tende ao masculino simbolizando virilidade e procriação.
Ogiri Oko: ligado aos caçadores e ao culto de Orumila-Ifa.
Enugbarijo: nessa forma esu passa a falar em nome de todos os orisas.
Agbo: o guardião do sistema divinatório de Orumila.
Eledu: estabelece seu poder sobre as cinzas, carvão e tudo que foi petrificado.
Olobe: domina a faca e objetos de corte é comum assenta-lo para pessoas que possuem posto de Asogun.
Woro: vem da cidade do mesmo nome.
Marabo: aspecto de esu onde cumpre o papel de protetor Ma=verdadeiramente, Ra=envolver, bo=guardião. Também chamado de Barabo= esu da proteção, não confundi-lo com seu marabo da religião Umbandista.
Soroke: apenas um apelido, pois a palavra significa em português aquele que fala mais alto, portanto qualquer orisa pode ser soroke.
Ogún, Òsòósí e Ode lembrando que nem todos caçadores tomaram o titulo de Òsòósí e, na África, Òsòósí em certas regiões é feminino tomando o aspecto masculino no antigo reino de Ketu. Ode que dizer caçador, porém, nem todos Ode's são Òsòósí; Ijibu Ode, Ikija, Agbeokuta, são alguns lugares onde houve seu culto, pois seu culto, expandiu-se mesmo aqui no Brasil onde ele é lembrado como rei de Ketu, Ogún em outro aspecto foi chefe dos caçadores (Olode) entregando essa função mais tarde para seu irmão caçula Òsòósí para partir em buscas de suas inúmeras batalhas.
Já em certas mitologias o caçador passa a ser sua esposa Òsòósí L`Obirin Ogun, ou seja, Òsòósí é a esposa de Ogún, segundo o verso desse mito.
Isso afirma o chamado enredo de santo aqui no Brasil quando se diz que para assentar Òsòósí temos que assentar Ogún e vice versa. Era costume africano quando os caçadores tinham que partir em busca de suas presas, louvarem Ogún para que tudo desse certo, de òrìsà secundário na África Òsòósí, passou a uma condição importantíssima no Brasil sendo òrìsà patrono da nação Keto, senhor absoluto da cerimônia fúnebre do asesé, alguns cânticos fazem alusão a essa condição: Ode lo bi wa, ou seja, o caçador nos trouxe ao mundo. Eis alguns nomes de Ogún/Òsòósí/Ode conhecidos, sobretudo no Brasil e seus aspectos, características, origem e particularidades:
Ogún Olode: epíteto do òrìsà destacando sua condição de chefe dos caçadores.
Ogún Je Ajá ou Ogúnjá como ficou conhecido: um de seus nomes em razão de sua preferência em receber cães como oferendas, um de seus mitos o liga a Osagìyán e Ìyémojá quanto a sua origem e como ele ajudou Osalá em seu reino fazendo ambos um trato.
Ogún Meje: aspecto do òrìsà lembrando sua realização em conquistar a sétima aldeia que se chamava Ire (Meje Ire) deixando em seu lugar seu filho Adahunsi.
Ogun Waris: nessa condição o òrìsà se apresenta muitas vezes com forças destrutivas e violentas. Segundo os antigos a louvação patakori não lhe cabe, ao invés de agradá-lo ele se aborrece. Um de seus mitos narram que ele ficou momentaneamente cego.
Ogún Onire: Quando passou a reinar em Ire, Oni = senhor, Ire = aldeia.
Ogún Masa: Um dos nomes bastante comum do òrìsà, segundo os antigos é um aspecto benéfico do òrìsà quando assim ele se apresenta.
Ogun Soroke: apenas um apelido que Ogún ganhou devido a sua condição extrovertida, soro = falar, ke= mais alto. Nossa historia registra o porque o
chamam assim.
Ogún Alagbede: nesse aspecto o òrìsà assume o papel de pai do caçador e esposo de Ìyémojá Ogunte (uma outra versão de Ìyémojá) segundo um de seus inúmeros mitos.
Há vários nomes de Ogún fazendo alusão a cidade onde houve seu culto como Ogún Ondo da cidade de Ondo, Ekiti onde também há seu culto, etc. O òrìsà possui vários nomes na África como no Brasil e com isso ganha suas particularidades e costumes.
Ode/Ososi.
Há uma síntese sobre esse orisa na edição anterior, eis então suas várias formas de se apresentar:
Ososi akeran = um titulo do orisa;
Ososi Nikati = um de seus nomes;
Ososi Golomi = um de seus nomes;
Ososi Fomi = um de seus nomes;
Ososi Ibo = um de seus mitos o liga a Ossaniyn;
Ososi Onipapo = um dos antigos, tem culto a mais de um século no país;
Ososi Orisambo = possui seu assentamento diferente dos demais;
Ososi Esewi/Esewe = seu mito o liga a Ossaniyn e as vezes a Osala segundo os "antigos";
Osossi Arole = uns de seus epítetos;
Ososi Obaunlu = segundo registro há um assentamento deste orisa aqui no Brasil desde 1616 no ase de D.
Olga de alaketu, é considerado o patrono de ketu;
Ososi Beno = um dos mais antigos, detalhe tem assento aqui em São Paulo, cidade considerada emergente para tradições do candomblé Keto, com poucas casas antigas.
Ososi DanaDana = aquele que ateou fogo ou roubou, um epíteto dos mais perigosos dado ao caçador.
Ode Wawa = epíteto do caçador;não se tem notícia do seu culto no Brasil;
Ode Wale = epíteto do caçador, não se tem notícia de seu culto no Brasil;
Ode Oregbeule = é um Irunmale, portanto acima do orisa foi um dos companheiros de Odudua em sua chegada na terra segundo sua mitologia;
Ode Otin = outro caçador confundido com Ossosi, sua lenda o identifica ora como uma caçadora ora como um caçador, contudo sua ligação com Ossosi é fato, Otin se apresenta sempre junto com ele a ponto de confundi-los;
Ode Karo = um do caçadores que também mora as margens de um rio é irmão de Igidinile.
Ode Ologunede = o chefe de guerra de Ede, titulo ganhado quando seu pai o entregou aos cuidados de Ogún;
Olo = senhor, gun = guerra, Ede = um lugar na áfrica.É filho de um outro caçador chamado Erinle tendo como mãe Osún Iponda. O posto de asogun, a priori, surge desse mito que o liga a Ogún companheiro de seu pai.
Possui outros nomes como Omo Alade, ou seja, o príncipe coroado. Não há qualidades de Logun como acreditam alguns tais como locibain, aro aro, etc., são apenas nomes tirados de cânticos, aliás aro quer dizer tanta coisa menos nome de orisa. O nome Ibain é de um outro caçador homenageado nos cânticos de Ologun, esse caçador inclusive é o verdadeiro proprietário dos chifres tão importantes no culto. Oba L`Oge é um outro nome para esse orisa. É da região de Ijesa;
Ode Erinle = outro caçador confundido com Osossi no Brasil. Seu assento é completamente diferente dos demais, pois Erinle ou Inle é um orisa do rio do mesmo nome, o rio Erinle que corta a região de Ilobu na Nigéria. Encontra-se seus mitos no odu Okaran-Ogbe e Odi-Obara. Sua esposa é Abatan pois é considerado médico e ela enfermeira, seu culto antecede o de Ossayn, o pássaro os representam. Ibojuto é a sua própria reencarnação representado pelo bastão que vai em seu assentamento e tem a mesma importância do Ofa de Ossosi.Tem uma filha chamada Aguta que às vezes se apresenta como irmã ou como filha sendo sua mãe Ainan. Ode Otin se apresenta como sua filha, às vezes e ai é representado por uma enguia. Ainda temos Boiko como seu guardião, Asão seu amigo e Jobis seu ajudante. No Brasil o ligam a Osún e a Iyemanja pois segundo sua lenda é pela boca dela que ele fala, Erinle é um orisa andrógino e considerado o mais belo dos caçadores;
Ode Ibualama = uma outra versão para Erinle quando ele se apresenta mais ao fundo do rio, há um templo com esse nome na África fazendo alusão ao seu fundador. Aliás há vários templos mas todos são de um orisa só: Erinle nessa situação o caçador traça um outro caminho e pactua seus mitos com Omolu, Osumare, Nana,etc. A montagem de seu Igba (cuia) também difere de um simples alguidar com um ofa para cima como é comum as pessoas não esclarecidas assim fazer.
Ossaniyn, Omolu, Oluaye, Osumare, Nanan e Iroko.
Ossaniyn = Também chamado Baba Ewe, Asiba, que são epítetos do orisa. Possui seu próprio sistema divinatório; o orisa exerce suas funções interligadas a Esu composto ao mesmo tempo em que ele. Kosi ewe, kosi orisa: Sem folhas, sem orisa.
Osumare = Chamado Araka seu epíteto. É o orisa do arco-íris e da transformação, não deve ser confundido com o vodun Becem que se apresenta como Dangbe, Bafun, Danwedo todos da família Danbira e cultuados em outra nação.
Omolu / Obaluaye = É como se apresenta o orisa sapata transmutando-se para formas conhecidas tais como: Agoro, Telu, Azaoni, Jagun, Possun, Arawe, Ajunsun, Afoman, etc, cada qual com suas particularidades.
Nanan = apresenta-se nas formas conhecidas como: Iyabahin, Salare, Buruku, Asainan, sem culto no Brasil. É sempre bom lembrar que muitos nomes são de lugares onde se cultua o orisa. Por exemplo: Ajunsun é o Rei de Savalu, assim como Dangbe é o Rei do Gege, portanto são nomes que dão origem as suas formas. :
Iroko = orisa da gameleira (no Brasil), controla a hemorragia humana.
Iyabas são os orisá feminino.
Oba = orisa guerreira é única em seu aspecto.
Iyewá = orisa guerreira única em seu aspecto.
Osún Opara = a orisa se apresenta jovem e guerreira.
Osún Iponda = jovem e guerreira, da cidade de Iponda.
Osún Ajagura = jovem e guerreira, nação nagô - Oyo, Pernambuco.
Osún Aboto = aspecto maduro da orisa.
Osún Ijimun = aspecto idosa e dada as feitiçarias, ligação com Iami Eleye.
Osún Iberin = aspecto maduro da orisa, nessa forma não desce nas cabeças.
Osún Ipetu = aspecto maduro da orisa.
Osún Ikole = seu mito a liga a Iemanjá e Ode Erinle, transformou-se numa ave.
Osún Popolokun = Conta os antigos que não vem mais, será?.
Osún Osogbo = ela deu oringem ao nome da cidade de Osogbo.
Osún Ioke = Se apresenta como caçadora.
Osún Kare = Um de seus títulos, Kare tem seu próprio nome que poucos conhecem.
Iyeyeo Ominibu = epíteto da Osún.
Iyemoja Ogunte = orisa se apresenta jovem e guerreira.
Iyemoja Iyasesu = assume a maternidade de Sàngó é ranzinza e respeitável.
Iyemoja Saba = uma das formas da mãe.
Iyemoja Maleleo = não se obteve noticias desse aspecto no Brasil.
Iyemoja konla = seu mito conta que ela afoga os pescadores.
Iyemoja Ataramaba = Nessa forma ela está no colo de sua mãe olokun.
Iyemoja Ogunde = aspecto da orisa cultuado no Nagô em Pernambuco.
Iyemoja Iyá Ori = nessa forma ela assume todas as cabeças mortais.
Iyamase = forma de quando ela é definitivamente mãe de Sàngó.
Iyemoja Araseyn = fuxico com Ossayn.
Oyá Leseyen = uma das Igbales que mora no próprio Lesseyen.
Oyá Egunita = orisa Igbale.
Oyá Foman = orisa Igbale.
Oyá Ate Oju = orisa Igbale aspecto dificil de Oyá quando caminha com Nana.
Oyá Tope = uma de suas formas.
Oyá Mesan = um de seus epítetos.
Oyá Onira = rainha da cidade de Ira.
Oyá Logunere = uma de suas formas.
Oyá Agangbele = esse caminho mostra a dificuldade quando a geração de filhos.
Oyá petu = nesse aspecto ela convive com Sàngó.
Oyá Arira = uma de suas formas.
Oyá Ogaraju = uma das mais antigas no Brasil.
Oyá Doluo = eró ossayn; culto Nagô.
Oyá Kodun = eró com Osaguian.
Oyá Bamila = eró Olufon.
Oyá Kedimolu = eró Osumare = Omolu.
Para melhor entendimento é que na África não há qualidade de orisa; ou seja, em cada região cultua-se um determinado orisa que é considerado ancestral dessa região e, alguns orisas por sua importância acaba sendo conhecido em vários lugares como é o caso de Sàngó, Orumila, etc.
É de se saber que Esu é cultuado em todo território africano, da forma que Osun da cidade de Osogbo é Osun Osogbo, da região de Iponda é a Osun de Iponda, Ogún da região de Ire é Ogún de Ire (Onire: chefe de ire), do estado de Ondo é Ogún de Ondo,etc. Na época do tráfico de escravos veio para o Brasil diversas etnias
Ijesas, Oyos, Ibos, Ketus,etc e cada qual trouxe seus costumes juntos com seus orisas digamos particulares, e após a mistura dessas tribos e troca de
informações entre eles cada sacerdote ou quem entendia de um determinado orisa trocaram fundamentos e a partir daí surgem todos esses aspectos, e essa quantidade de orisa presente aqui no Brasil, sendo que o orisa é o mesmo com origens diferenciadas.
É claro que por ter origens diferenciadas seus cultos possuem particularidades religiosas e até mesmo culturais por exemplo Oyá Petu tem seus fundamentos assim como Oyá Tope terá o seu, isso nada mais é, que uma passagem do mesmo orisa por diversos lugares e cada povo passou a cultuá-lo de acordo com seus próprios costumes. Um exemplo mais nítido é que aqui fazemos muitos pratos para Osun com feijão fradinho, entretanto num determinado país nãohá esse feijão portanto foi substituído por um grão semelhante e assim puderam continuar com o culto a Osun sem a preocupação de importar o feijão fradinho.
Outro exemplo de orisa transformado em qualidade no Brasil é Osun kare, Kare é uma louvação à Osun quando se diz: Kare o Osun! A palavra kare também é uma espécie de bairro na África, logo Osun cultuada em kare é Osun kare, e por vai surgindo desordenadamente essa quantidade de orisa aqui no Brasil. Imagine um rio que atravessa todo território Nigeriano e, em suas margens diversas etnias que num determinado local algumas pessoas diria que ali é a morada de Osun Ijimu (cidade de Ijumu na região dos Ijesa), mais para frente em Iponda diria aqui é a morada de Osun Iponda, mais para frente, em Ede esse rio terá o culto de Ologun Ede, o chefe de guerra de Ede segundo sua mitologia, e serão diversos orisas cultuados num mesmo rio por diversas etnias com pequenas particularidades. Isso acontece com todos orisas e suas mitologias fazem alusão a essas passagens e constantes peregrinação de seus sacerdotes quer por viajens comercias ou por guerras intertribais sempre espalharam seus orisas em outras regiões.
Outro fato interessante é títulos que algumas divindades possuem e foram transformadas em qualidades, por exemplo Ossosi akeran, akeran é um titulo de um determinado caçador (ancestral) com isso vamos na próxima edição analisar esses fatos e informar todas qualidades de orisa da nação keto que o sacerdote pode ou não mexer de acordo com o conhecimento de cada um, pois o nosso dever é informar sem a pretensão de nunca ser o dono da verdade Na próxima edição vamos diferenciar, títulos de nomes de cidades, nomes tirados de cânticos que as pessoas insistem em dizer que é qualidade de orisa.
Sobre a multiplicidade dos orisa.
Vamos separar a qualidade como é chamada no Brasil (em Cuba chama-se caminhos), dos títulos e de nomes tirados de cantigas como insistem pseudo sacerdotes. Já sabemos que os orisa são venerados com outros nomes em regiões diferentes como: Iroko (Yoruba), Loko (Gege), Sango (Oyo), Oranfe (Ife), isso torna o culto diferente. Temos também o segundo nome designando seu lugar de origem como Ogun Onire (Ire), Osun Kare (Kare),etc, também temos os orisa com outros nomes referentes as suas realizações como Ogun Mejeje refere-se as lutas contra as 7 cidades antes dele invadir Ire, Iya Ori a versão de Iyemanja como dona das cabeças, etc. Há portanto uma caracterização variada das principais divindades, ou seja, uma mesma divindade com vários nomes e, é isso que multiplica os orisas aqui no Brasil.
Vamos começar com Esu o primogênito orisa criado por Olorun de matéria do planeta segundo sua mitologia, ele possui a função de executor, observador, mensageiro, líder, etc. Alem dos nomes citados aqui que são epítetos e nomes de cidades onde há seu culto, ele será batizado com outros nomes no momento de seu assentamento, ritual especifico e odu do dia. Não será escrito na grafia Yoruba para melhor entendimento do leitor.
Oba Iangui : o primeiro, foi dividido em varias partes segundo seus mito.
Agba: o ancestral, epíteto referente a sua antiguidade.
Alaketu: cultuado na cidade de ketu onde foi o primeiro senhor de ketu.
Ikoto: faz referencia ao elemento ikoto que é usado nos assentos esse objeto lembra o movimento que esu faz quando se move do jeito de um furacão.
Odara: fase benéfica quando ele não está transitando caoticamente.
Oduso: quando faz a função de guardião do jogo de búzios.
Igbaketa: o terceiro elemento, faz alusão ao domínios do orita e ao sistema divinatório.
Akesan: quando exerce domínios sobre os comércios.
Jelu: nessa fase ele regula o crescimento dos seres diferenciados. Culto em Ijelu.
Ina: quando e invocado na cerimônia do ipade regulamentando o ritual.
Ona: referencia aos bons caminhos, a maioria dos terreiros o tem, seu fundamento reza que não pode ser comprado nem ganhado e sim achado por acaso.
Ojise: com essa invocação ele fará sua função de mensageiro.
Eleru: transportador dos carregos rituais onde possui total domínio.
Elegbo: possui as mesmas atribuições com caracterizações diferentes.
Ajonan: tinha seu culto forte na antiga região Ijesa.
Maleke: o mesmo citado acima.
Lodo: senhor dos rios, função delicada dado a conflitos de elementos
Loko: como ele é assexuado nessa fase tende ao masculino simbolizando virilidade e procriação.
Ogiri Oko: ligado aos caçadores e ao culto de Orumila-Ifa.
Enugbarijo: nessa forma esu passa a falar em nome de todos os orisas.
Agbo: o guardião do sistema divinatório de Orumila.
Eledu: estabelece seu poder sobre as cinzas, carvão e tudo que foi petrificado.
Olobe: domina a faca e objetos de corte é comum assenta-lo para pessoas que possuem posto de Asogun.
Woro: vem da cidade do mesmo nome.
Marabo: aspecto de esu onde cumpre o papel de protetor Ma=verdadeiramente, Ra=envolver, bo=guardião. Também chamado de Barabo= esu da proteção, não confundi-lo com seu marabo da religião Umbandista.
Soroke: apenas um apelido, pois a palavra significa em português aquele que fala mais alto, portanto qualquer orisa pode ser soroke.
Ogún, Òsòósí e Ode lembrando que nem todos caçadores tomaram o titulo de Òsòósí e, na África, Òsòósí em certas regiões é feminino tomando o aspecto masculino no antigo reino de Ketu. Ode que dizer caçador, porém, nem todos Ode's são Òsòósí; Ijibu Ode, Ikija, Agbeokuta, são alguns lugares onde houve seu culto, pois seu culto, expandiu-se mesmo aqui no Brasil onde ele é lembrado como rei de Ketu, Ogún em outro aspecto foi chefe dos caçadores (Olode) entregando essa função mais tarde para seu irmão caçula Òsòósí para partir em buscas de suas inúmeras batalhas.
Já em certas mitologias o caçador passa a ser sua esposa Òsòósí L`Obirin Ogun, ou seja, Òsòósí é a esposa de Ogún, segundo o verso desse mito.
Isso afirma o chamado enredo de santo aqui no Brasil quando se diz que para assentar Òsòósí temos que assentar Ogún e vice versa. Era costume africano quando os caçadores tinham que partir em busca de suas presas, louvarem Ogún para que tudo desse certo, de òrìsà secundário na África Òsòósí, passou a uma condição importantíssima no Brasil sendo òrìsà patrono da nação Keto, senhor absoluto da cerimônia fúnebre do asesé, alguns cânticos fazem alusão a essa condição: Ode lo bi wa, ou seja, o caçador nos trouxe ao mundo. Eis alguns nomes de Ogún/Òsòósí/Ode conhecidos, sobretudo no Brasil e seus aspectos, características, origem e particularidades:
Ogún Olode: epíteto do òrìsà destacando sua condição de chefe dos caçadores.
Ogún Je Ajá ou Ogúnjá como ficou conhecido: um de seus nomes em razão de sua preferência em receber cães como oferendas, um de seus mitos o liga a Osagìyán e Ìyémojá quanto a sua origem e como ele ajudou Osalá em seu reino fazendo ambos um trato.
Ogún Meje: aspecto do òrìsà lembrando sua realização em conquistar a sétima aldeia que se chamava Ire (Meje Ire) deixando em seu lugar seu filho Adahunsi.
Ogun Waris: nessa condição o òrìsà se apresenta muitas vezes com forças destrutivas e violentas. Segundo os antigos a louvação patakori não lhe cabe, ao invés de agradá-lo ele se aborrece. Um de seus mitos narram que ele ficou momentaneamente cego.
Ogún Onire: Quando passou a reinar em Ire, Oni = senhor, Ire = aldeia.
Ogún Masa: Um dos nomes bastante comum do òrìsà, segundo os antigos é um aspecto benéfico do òrìsà quando assim ele se apresenta.
Ogun Soroke: apenas um apelido que Ogún ganhou devido a sua condição extrovertida, soro = falar, ke= mais alto. Nossa historia registra o porque o
chamam assim.
Ogún Alagbede: nesse aspecto o òrìsà assume o papel de pai do caçador e esposo de Ìyémojá Ogunte (uma outra versão de Ìyémojá) segundo um de seus inúmeros mitos.
Há vários nomes de Ogún fazendo alusão a cidade onde houve seu culto como Ogún Ondo da cidade de Ondo, Ekiti onde também há seu culto, etc. O òrìsà possui vários nomes na África como no Brasil e com isso ganha suas particularidades e costumes.
Ode/Ososi.
Há uma síntese sobre esse orisa na edição anterior, eis então suas várias formas de se apresentar:
Ososi akeran = um titulo do orisa;
Ososi Nikati = um de seus nomes;
Ososi Golomi = um de seus nomes;
Ososi Fomi = um de seus nomes;
Ososi Ibo = um de seus mitos o liga a Ossaniyn;
Ososi Onipapo = um dos antigos, tem culto a mais de um século no país;
Ososi Orisambo = possui seu assentamento diferente dos demais;
Ososi Esewi/Esewe = seu mito o liga a Ossaniyn e as vezes a Osala segundo os "antigos";
Osossi Arole = uns de seus epítetos;
Ososi Obaunlu = segundo registro há um assentamento deste orisa aqui no Brasil desde 1616 no ase de D.
Olga de alaketu, é considerado o patrono de ketu;
Ososi Beno = um dos mais antigos, detalhe tem assento aqui em São Paulo, cidade considerada emergente para tradições do candomblé Keto, com poucas casas antigas.
Ososi DanaDana = aquele que ateou fogo ou roubou, um epíteto dos mais perigosos dado ao caçador.
Ode Wawa = epíteto do caçador;não se tem notícia do seu culto no Brasil;
Ode Wale = epíteto do caçador, não se tem notícia de seu culto no Brasil;
Ode Oregbeule = é um Irunmale, portanto acima do orisa foi um dos companheiros de Odudua em sua chegada na terra segundo sua mitologia;
Ode Otin = outro caçador confundido com Ossosi, sua lenda o identifica ora como uma caçadora ora como um caçador, contudo sua ligação com Ossosi é fato, Otin se apresenta sempre junto com ele a ponto de confundi-los;
Ode Karo = um do caçadores que também mora as margens de um rio é irmão de Igidinile.
Ode Ologunede = o chefe de guerra de Ede, titulo ganhado quando seu pai o entregou aos cuidados de Ogún;
Olo = senhor, gun = guerra, Ede = um lugar na áfrica.É filho de um outro caçador chamado Erinle tendo como mãe Osún Iponda. O posto de asogun, a priori, surge desse mito que o liga a Ogún companheiro de seu pai.
Possui outros nomes como Omo Alade, ou seja, o príncipe coroado. Não há qualidades de Logun como acreditam alguns tais como locibain, aro aro, etc., são apenas nomes tirados de cânticos, aliás aro quer dizer tanta coisa menos nome de orisa. O nome Ibain é de um outro caçador homenageado nos cânticos de Ologun, esse caçador inclusive é o verdadeiro proprietário dos chifres tão importantes no culto. Oba L`Oge é um outro nome para esse orisa. É da região de Ijesa;
Ode Erinle = outro caçador confundido com Osossi no Brasil. Seu assento é completamente diferente dos demais, pois Erinle ou Inle é um orisa do rio do mesmo nome, o rio Erinle que corta a região de Ilobu na Nigéria. Encontra-se seus mitos no odu Okaran-Ogbe e Odi-Obara. Sua esposa é Abatan pois é considerado médico e ela enfermeira, seu culto antecede o de Ossayn, o pássaro os representam. Ibojuto é a sua própria reencarnação representado pelo bastão que vai em seu assentamento e tem a mesma importância do Ofa de Ossosi.Tem uma filha chamada Aguta que às vezes se apresenta como irmã ou como filha sendo sua mãe Ainan. Ode Otin se apresenta como sua filha, às vezes e ai é representado por uma enguia. Ainda temos Boiko como seu guardião, Asão seu amigo e Jobis seu ajudante. No Brasil o ligam a Osún e a Iyemanja pois segundo sua lenda é pela boca dela que ele fala, Erinle é um orisa andrógino e considerado o mais belo dos caçadores;
Ode Ibualama = uma outra versão para Erinle quando ele se apresenta mais ao fundo do rio, há um templo com esse nome na África fazendo alusão ao seu fundador. Aliás há vários templos mas todos são de um orisa só: Erinle nessa situação o caçador traça um outro caminho e pactua seus mitos com Omolu, Osumare, Nana,etc. A montagem de seu Igba (cuia) também difere de um simples alguidar com um ofa para cima como é comum as pessoas não esclarecidas assim fazer.
Ossaniyn, Omolu, Oluaye, Osumare, Nanan e Iroko.
Ossaniyn = Também chamado Baba Ewe, Asiba, que são epítetos do orisa. Possui seu próprio sistema divinatório; o orisa exerce suas funções interligadas a Esu composto ao mesmo tempo em que ele. Kosi ewe, kosi orisa: Sem folhas, sem orisa.
Osumare = Chamado Araka seu epíteto. É o orisa do arco-íris e da transformação, não deve ser confundido com o vodun Becem que se apresenta como Dangbe, Bafun, Danwedo todos da família Danbira e cultuados em outra nação.
Omolu / Obaluaye = É como se apresenta o orisa sapata transmutando-se para formas conhecidas tais como: Agoro, Telu, Azaoni, Jagun, Possun, Arawe, Ajunsun, Afoman, etc, cada qual com suas particularidades.
Nanan = apresenta-se nas formas conhecidas como: Iyabahin, Salare, Buruku, Asainan, sem culto no Brasil. É sempre bom lembrar que muitos nomes são de lugares onde se cultua o orisa. Por exemplo: Ajunsun é o Rei de Savalu, assim como Dangbe é o Rei do Gege, portanto são nomes que dão origem as suas formas. :
Iroko = orisa da gameleira (no Brasil), controla a hemorragia humana.
Iyabas são os orisá feminino.
Oba = orisa guerreira é única em seu aspecto.
Iyewá = orisa guerreira única em seu aspecto.
Osún Opara = a orisa se apresenta jovem e guerreira.
Osún Iponda = jovem e guerreira, da cidade de Iponda.
Osún Ajagura = jovem e guerreira, nação nagô - Oyo, Pernambuco.
Osún Aboto = aspecto maduro da orisa.
Osún Ijimun = aspecto idosa e dada as feitiçarias, ligação com Iami Eleye.
Osún Iberin = aspecto maduro da orisa, nessa forma não desce nas cabeças.
Osún Ipetu = aspecto maduro da orisa.
Osún Ikole = seu mito a liga a Iemanjá e Ode Erinle, transformou-se numa ave.
Osún Popolokun = Conta os antigos que não vem mais, será?.
Osún Osogbo = ela deu oringem ao nome da cidade de Osogbo.
Osún Ioke = Se apresenta como caçadora.
Osún Kare = Um de seus títulos, Kare tem seu próprio nome que poucos conhecem.
Iyeyeo Ominibu = epíteto da Osún.
Iyemoja Ogunte = orisa se apresenta jovem e guerreira.
Iyemoja Iyasesu = assume a maternidade de Sàngó é ranzinza e respeitável.
Iyemoja Saba = uma das formas da mãe.
Iyemoja Maleleo = não se obteve noticias desse aspecto no Brasil.
Iyemoja konla = seu mito conta que ela afoga os pescadores.
Iyemoja Ataramaba = Nessa forma ela está no colo de sua mãe olokun.
Iyemoja Ogunde = aspecto da orisa cultuado no Nagô em Pernambuco.
Iyemoja Iyá Ori = nessa forma ela assume todas as cabeças mortais.
Iyamase = forma de quando ela é definitivamente mãe de Sàngó.
Iyemoja Araseyn = fuxico com Ossayn.
Oyá Leseyen = uma das Igbales que mora no próprio Lesseyen.
Oyá Egunita = orisa Igbale.
Oyá Foman = orisa Igbale.
Oyá Ate Oju = orisa Igbale aspecto dificil de Oyá quando caminha com Nana.
Oyá Tope = uma de suas formas.
Oyá Mesan = um de seus epítetos.
Oyá Onira = rainha da cidade de Ira.
Oyá Logunere = uma de suas formas.
Oyá Agangbele = esse caminho mostra a dificuldade quando a geração de filhos.
Oyá petu = nesse aspecto ela convive com Sàngó.
Oyá Arira = uma de suas formas.
Oyá Ogaraju = uma das mais antigas no Brasil.
Oyá Doluo = eró ossayn; culto Nagô.
Oyá Kodun = eró com Osaguian.
Oyá Bamila = eró Olufon.
Oyá Kedimolu = eró Osumare = Omolu.
SIGNIFICADO E INTERPRETAÇÃO DE IROSUN MEJI.
Irosun Meji é o 4º Odu no jogo de búzios e o 5º na ordem de chegada do sistema de
Ifá, onde é conhecido pelo mesmo nome.
Responde com 4 (quatro) búzios abertos.
Em Ifa, é conhecido também de Oji Orosun.
Irosun designa uma tintura vegetal vermelho - sangue,
Irosun Meji é por vezes chamado “Akpan”, nome de um pequeno pássaro negro, muito esquivo dos demais pássaros e que tem a fama de costumar defecar sobre as cabeças das outras aves.
Sua representação indicial em Ifa é:
Irosun Meji é um Odu composto pelos Elementos Fogo sobre Terra, com predominância do primeiro, o que indica escassez, parcimônia, insuficiência de recursos para que a meta seja atingida em toda a plenitude.
É um Odu masculino.
Irosun Meji é muito forte e muito temido. Expressa a idéia de maldade, de miséria, de sangue. Segundo informações, Irosun Meji teria dado aos reis da terra o sabre de Ogunda Meji, para que fizessem derramar o sangue humano.
Foi este Odu quem criou as catacumbas e as sepulturas.
Exatamente por ser um signo muito negativo e estar sua negatividade diretamente associada à cor vermelha, e que se recomenda, tanto ao advinho, quanto ao consulente e aos assistentes, neutralizarem os malefícios da cor vermelha, através da proteção da cor branca do efun.
Irosun Meji rege todos os buracos da Terra, sendo esta a sua mais importante atribuição. Por ele foram criados os macacos “Xlan”, a planta “sokpepe”, cuja cor faz lembrar o sangue, a menstruação feminina (inclusive dos animais), o pássaro “dregbawe”, que segundo dizem, teriam inventado os jogos de azar, ao jogar contra a morte e continuar vivo: o pássaro “Ge”, de plumagem vermelha, além de inumeráveis outras coisas.
A mentira descende de Oyeku Meji (Eji Ologbon) - mentiras que visam conservar a vida: de Ogunda Meji (mentiras dos caçadores - engodos, armadilhas, arapucas); de Otura Meji - mãe da mentira, cujo pai é o roubo e de Irosun Meji - que pretende ter domínio sobre o sangue, mas não possui faca para fazê-lo escorrer.
Irosun Meji comanda todos os metais vermelhos, como o cobre, o bronze, o ouro, etc...
Prenuncia acidentes, miséria, fraudes, sofrimentos, ambição e impetuosidade.
Pequenas vitórias, aquisições de pouca importância, satisfação com pouca coisa são também prenúncios deste signo.
Os filhos deste odu são predestinados a adquirirem conhecimentos dentro de Ifá, para que não pereçam precocemente. Para que a morte não ocorra de forma precoce, faz-se um ebó.
Indica problemas relacionados ao ritmo cardíaco, inflamações e avermelhamento das vistas, paralisia do sistema motor, inflamações cerebrais e intestinais, problemas circulatórios em geral.
É um Odu de prenúncios medianos, que fala do bem e do mal com a mesma intensidade.
IROSUN MEJI EM IRE:
Quando em Ire: Irosun Meji pode indicar, principalmente: Vitória pelo esforço despendido, conformação, trabalho que surge, início de uma nova empresa, peregrinação religiosa, conquista de bem de pouco valor, mas que irão trazer satisfação, obtenção de recursos suficientes para satisfazer as necessidades, sorte no jogo.
IROSUN MEJI EM OSOGBO:
Em Osogbo, este Odu pode indicar: Ofensa calunia perigos de acidente, derramamento de sangue, homem que deve ser evitado, mulher perigosa e faladeira, notícias ruins, doença em casa ou na família, miséria, recursos insuficientes.
Ifá, onde é conhecido pelo mesmo nome.
Responde com 4 (quatro) búzios abertos.
Em Ifa, é conhecido também de Oji Orosun.
Irosun designa uma tintura vegetal vermelho - sangue,
Irosun Meji é por vezes chamado “Akpan”, nome de um pequeno pássaro negro, muito esquivo dos demais pássaros e que tem a fama de costumar defecar sobre as cabeças das outras aves.
Sua representação indicial em Ifa é:
Irosun Meji é um Odu composto pelos Elementos Fogo sobre Terra, com predominância do primeiro, o que indica escassez, parcimônia, insuficiência de recursos para que a meta seja atingida em toda a plenitude.
É um Odu masculino.
Irosun Meji é muito forte e muito temido. Expressa a idéia de maldade, de miséria, de sangue. Segundo informações, Irosun Meji teria dado aos reis da terra o sabre de Ogunda Meji, para que fizessem derramar o sangue humano.
Foi este Odu quem criou as catacumbas e as sepulturas.
Exatamente por ser um signo muito negativo e estar sua negatividade diretamente associada à cor vermelha, e que se recomenda, tanto ao advinho, quanto ao consulente e aos assistentes, neutralizarem os malefícios da cor vermelha, através da proteção da cor branca do efun.
Irosun Meji rege todos os buracos da Terra, sendo esta a sua mais importante atribuição. Por ele foram criados os macacos “Xlan”, a planta “sokpepe”, cuja cor faz lembrar o sangue, a menstruação feminina (inclusive dos animais), o pássaro “dregbawe”, que segundo dizem, teriam inventado os jogos de azar, ao jogar contra a morte e continuar vivo: o pássaro “Ge”, de plumagem vermelha, além de inumeráveis outras coisas.
A mentira descende de Oyeku Meji (Eji Ologbon) - mentiras que visam conservar a vida: de Ogunda Meji (mentiras dos caçadores - engodos, armadilhas, arapucas); de Otura Meji - mãe da mentira, cujo pai é o roubo e de Irosun Meji - que pretende ter domínio sobre o sangue, mas não possui faca para fazê-lo escorrer.
Irosun Meji comanda todos os metais vermelhos, como o cobre, o bronze, o ouro, etc...
Prenuncia acidentes, miséria, fraudes, sofrimentos, ambição e impetuosidade.
Pequenas vitórias, aquisições de pouca importância, satisfação com pouca coisa são também prenúncios deste signo.
Os filhos deste odu são predestinados a adquirirem conhecimentos dentro de Ifá, para que não pereçam precocemente. Para que a morte não ocorra de forma precoce, faz-se um ebó.
Indica problemas relacionados ao ritmo cardíaco, inflamações e avermelhamento das vistas, paralisia do sistema motor, inflamações cerebrais e intestinais, problemas circulatórios em geral.
É um Odu de prenúncios medianos, que fala do bem e do mal com a mesma intensidade.
IROSUN MEJI EM IRE:
Quando em Ire: Irosun Meji pode indicar, principalmente: Vitória pelo esforço despendido, conformação, trabalho que surge, início de uma nova empresa, peregrinação religiosa, conquista de bem de pouco valor, mas que irão trazer satisfação, obtenção de recursos suficientes para satisfazer as necessidades, sorte no jogo.
IROSUN MEJI EM OSOGBO:
Em Osogbo, este Odu pode indicar: Ofensa calunia perigos de acidente, derramamento de sangue, homem que deve ser evitado, mulher perigosa e faladeira, notícias ruins, doença em casa ou na família, miséria, recursos insuficientes.
SIGNIFICADO E INTERPRETAÇÃO OWONRIN MEJI.
Owonrin Meji é o 11º Odu no jogo de búzios e o 6º na ordem de chegada do sistema de Ifa, onde é conhecido pelo mesmo nome.
Responde com 11 (onze) búzios abertos.
Em Ifá é conhecido entre os Fon (Jeje) como Wenle Meji, tendo a pronuncia do “e” final anasalada, pronunciando-se, corretamente, “Wolin”. “Uórin” ou “Uárin”.
“Wõ-ri” significa, em yoruba, rodar ou virar a cabeça, um sentido figurado de morrer: “Wãlã-wãlã” em fon, evoca a idéia de pintalgar, matizar.
Um velho Babalawo explica o nome deste signo, como a união da vida e da morte, significando as duas coisas, ao mesmo tempo.
Sua representação indicial em Ifá é:
Owonrin Meji é um Odu composto pelos Elementos Terra sobre Fogo, com predominância do primeiro, o que indica proteção, ajuda admissão, aceitação.
Suas cores são sempre luxuriantes e quentes, principalmente os vermelhos e o dourado. É um Odu feminino, representado esotericamente por dois triângulos superpostos, no meio dos quais estão dispostos três pontos formando um triangulo. Cada ponto é de uma cor diferente, o que transmite a idéia de colorido, matizado. (São utilizadas seis cores diferentes, não impostando quais sejam elas).
O valor numérico 6 (seis) está aí perfeitamente representado. Cada um dos três pontos de cada triângulo representa seis nozes de Ifá e dezoito nozes formam uma “Mão”, de maneira que se possa contá-las; Aboru, Aboye, Ibosise, uma vez em cada triângulo e uma vez em cada lado deles.
O número seis é chamado em fõ-gbe, “ayzen” (Tu segues em igualdade, tu segues junto, tu segues em pares). No número seis encontra-se duas vezes o número três, que é considerado elementar. Seis e mais sólido, dá um melhor equilíbrio.
Owonrin Meji é um Odu muito poderoso que revela inúmeras doenças localizadas no abdômen, onde elas estabelecem o seu reduto. É o assistente direto de Iku, a Morte, durante a noite e de Gbe, a Vida, durante o dia.
Criador das cores transmite a idéia de colorido, de estampado. Introduziu neste mundo, as rochas e as montanhas, as mãos e os pés dos seres humanos; as cólicas femininas.
As pessoas nascidas sob este signo ficam ricas ainda na juventude, realizam cedo tudo o que desejam da vida e obtêm precocemente, filhos, mulheres, dinheiro e todas as boas coisas da vida.
São naturalmente bafejadas pela sorte, atraentes e excessivas em tudo, generosas, dominadoras e entusiasmadas, não conhecem desafios que não possam vencer obstáculos que não saibam sobrepujar. Gostam do que é bom do que é caro e não medem esforços para obterem o que desejam.
Owonrin Meji predispõe, no entanto, a estadias curtas sobre a Terra. Segundo um itan de ifá, o Odu costuma dizer: “O que faz meu filho sobre a terra se ninguém é capaz de compreendê-lo como eu? Assim sendo, vou trazê-lo para junto de mim!”
Sendo portador de acidentes, é muito difícil que se possa desfrutar, por muito tempo de seus benefícios.
SAUDAÇÕES DE OWONRIN MEJI:
Em Fon: Mi kan Wele Meji
Ta-yi ma fo vido akon yeo!
Tradução: Saudemos Owonrin Meji!
Que os acidentes não nos surpreenda nem envolvam nossos filhos.
Em Yoruba: Owonrin sobi eba Esú gbasisa se mise
Agbo ibe afuje agana se mise
Adie dane kama mo fe tani.
OWONRIN MEJI EM IRE:
Quando em Ire, Owonrin Meji pode indicar, principalmente: Nobreza de atitudes, uma decisão que leva a um bom resultado, planos que darão certo, um bom empreendimento, proteção do alto, ajuda de terceiros, fortunas, riqueza.
OWONRIN MEJI EM OSOGBO:
Em Osogbo, este Odu pode indicar: Acidentes fatais, morte súbita ou prematura, vida curta. Em osogbo Arun indica doenças no olho direito, excesso de sangue, hipertrofia dos órgãos, hipertensão, congestões e todos os tipos de doenças ocasionadas por abundância ou excesso patológico de fluídos, humores, matérias orgânicas, etc.
Neste Odu falam as seguintes Divindades:
Orisá: Esù, Òyà, Egungun e Iyà mi.
INTERDIÇÕES DE OWONRIN MEJI:
Owonrin Meji proíbe aos seus filhos: O uso de roupas e objetos demasiadamente coloridos (mais de duas cores); banho de mar. Não devem beber vinho de palma nem comer galinha d’Angola, veado, pipoca, milho e sorgo.
SENTENÇAS DE OWONRIN MEJI.
(1) Se Osala não der a ordem, nenhuma guerra arrasará o país.
(O cliente deve oferecer um adimu a Osalá para evitar que algo de ruim lhe aconteça).
(2) É diante daqueles que dão generosamente que as pessoas se curvam e não diante dos que são avarentos.
(O cliente deve oferecer o sacrifício sem medir as despesas dele proveniente).
(3) Não se deve jamais colocar uma esteira zã kplakpla (*), sobre uma esteira de junco.
(Se o cliente se propõe a qualquer tipo de empresa com outra pessoa, será ele quem deverá dirigir a empresa).
(*) Esteira de má qualidade.
(4) Um gancho serve para puxar as coisas para junto de nós e não para afastá-la.
(O cliente receberá a recompensa pelos seus esforços).
(5) A guerra não pode abater o rochedo.
(Os inimigos nada poderão contra o cliente que, no final, sairá vitorioso.).
Responde com 11 (onze) búzios abertos.
Em Ifá é conhecido entre os Fon (Jeje) como Wenle Meji, tendo a pronuncia do “e” final anasalada, pronunciando-se, corretamente, “Wolin”. “Uórin” ou “Uárin”.
“Wõ-ri” significa, em yoruba, rodar ou virar a cabeça, um sentido figurado de morrer: “Wãlã-wãlã” em fon, evoca a idéia de pintalgar, matizar.
Um velho Babalawo explica o nome deste signo, como a união da vida e da morte, significando as duas coisas, ao mesmo tempo.
Sua representação indicial em Ifá é:
Owonrin Meji é um Odu composto pelos Elementos Terra sobre Fogo, com predominância do primeiro, o que indica proteção, ajuda admissão, aceitação.
Suas cores são sempre luxuriantes e quentes, principalmente os vermelhos e o dourado. É um Odu feminino, representado esotericamente por dois triângulos superpostos, no meio dos quais estão dispostos três pontos formando um triangulo. Cada ponto é de uma cor diferente, o que transmite a idéia de colorido, matizado. (São utilizadas seis cores diferentes, não impostando quais sejam elas).
O valor numérico 6 (seis) está aí perfeitamente representado. Cada um dos três pontos de cada triângulo representa seis nozes de Ifá e dezoito nozes formam uma “Mão”, de maneira que se possa contá-las; Aboru, Aboye, Ibosise, uma vez em cada triângulo e uma vez em cada lado deles.
O número seis é chamado em fõ-gbe, “ayzen” (Tu segues em igualdade, tu segues junto, tu segues em pares). No número seis encontra-se duas vezes o número três, que é considerado elementar. Seis e mais sólido, dá um melhor equilíbrio.
Owonrin Meji é um Odu muito poderoso que revela inúmeras doenças localizadas no abdômen, onde elas estabelecem o seu reduto. É o assistente direto de Iku, a Morte, durante a noite e de Gbe, a Vida, durante o dia.
Criador das cores transmite a idéia de colorido, de estampado. Introduziu neste mundo, as rochas e as montanhas, as mãos e os pés dos seres humanos; as cólicas femininas.
As pessoas nascidas sob este signo ficam ricas ainda na juventude, realizam cedo tudo o que desejam da vida e obtêm precocemente, filhos, mulheres, dinheiro e todas as boas coisas da vida.
São naturalmente bafejadas pela sorte, atraentes e excessivas em tudo, generosas, dominadoras e entusiasmadas, não conhecem desafios que não possam vencer obstáculos que não saibam sobrepujar. Gostam do que é bom do que é caro e não medem esforços para obterem o que desejam.
Owonrin Meji predispõe, no entanto, a estadias curtas sobre a Terra. Segundo um itan de ifá, o Odu costuma dizer: “O que faz meu filho sobre a terra se ninguém é capaz de compreendê-lo como eu? Assim sendo, vou trazê-lo para junto de mim!”
Sendo portador de acidentes, é muito difícil que se possa desfrutar, por muito tempo de seus benefícios.
SAUDAÇÕES DE OWONRIN MEJI:
Em Fon: Mi kan Wele Meji
Ta-yi ma fo vido akon yeo!
Tradução: Saudemos Owonrin Meji!
Que os acidentes não nos surpreenda nem envolvam nossos filhos.
Em Yoruba: Owonrin sobi eba Esú gbasisa se mise
Agbo ibe afuje agana se mise
Adie dane kama mo fe tani.
OWONRIN MEJI EM IRE:
Quando em Ire, Owonrin Meji pode indicar, principalmente: Nobreza de atitudes, uma decisão que leva a um bom resultado, planos que darão certo, um bom empreendimento, proteção do alto, ajuda de terceiros, fortunas, riqueza.
OWONRIN MEJI EM OSOGBO:
Em Osogbo, este Odu pode indicar: Acidentes fatais, morte súbita ou prematura, vida curta. Em osogbo Arun indica doenças no olho direito, excesso de sangue, hipertrofia dos órgãos, hipertensão, congestões e todos os tipos de doenças ocasionadas por abundância ou excesso patológico de fluídos, humores, matérias orgânicas, etc.
Neste Odu falam as seguintes Divindades:
Orisá: Esù, Òyà, Egungun e Iyà mi.
INTERDIÇÕES DE OWONRIN MEJI:
Owonrin Meji proíbe aos seus filhos: O uso de roupas e objetos demasiadamente coloridos (mais de duas cores); banho de mar. Não devem beber vinho de palma nem comer galinha d’Angola, veado, pipoca, milho e sorgo.
SENTENÇAS DE OWONRIN MEJI.
(1) Se Osala não der a ordem, nenhuma guerra arrasará o país.
(O cliente deve oferecer um adimu a Osalá para evitar que algo de ruim lhe aconteça).
(2) É diante daqueles que dão generosamente que as pessoas se curvam e não diante dos que são avarentos.
(O cliente deve oferecer o sacrifício sem medir as despesas dele proveniente).
(3) Não se deve jamais colocar uma esteira zã kplakpla (*), sobre uma esteira de junco.
(Se o cliente se propõe a qualquer tipo de empresa com outra pessoa, será ele quem deverá dirigir a empresa).
(*) Esteira de má qualidade.
(4) Um gancho serve para puxar as coisas para junto de nós e não para afastá-la.
(O cliente receberá a recompensa pelos seus esforços).
(5) A guerra não pode abater o rochedo.
(Os inimigos nada poderão contra o cliente que, no final, sairá vitorioso.).
SIGNIFICADOS E INTERPRETAÇÃO DE OKANRAN MEJI.
Okanran Meji é o primeiro Odu no jogo de búzios e corresponde ao 8º na ordem de chegada no sistema de Ifá, onde é conhecido pelo mesmo nome.
Responde com um búzio aberto.
Em Ifá, é conhecido entre os Fon (Jeje), como “Aklan Meji” ou “Akãlã Meji”.
O significado do termo “Okanran” em Yoruba seria: “Uma só palavra” ou “A primeira palavra é a boa” - (Okan o lan).
Sua representação indicial em Ifá é:
Okanran Meji é um Odu composto pelos Elementos Terra sobre Água, com predominância do primeiro, o que indica a sensação de sufoco, vácuo, saturação e estreitamento.
Suas cores são o vermelho, o negro, o branco e o azul. É um Odu feminino, representado esotericamente por dois perfis humanos enquadrados num retângulo, numa referência inequívoca ao culto dos orixás Gêmeos (Ibeji).
Okanran Meji é o chefe dos gêmeos e simboliza o mistério que envolve a sua existência. Segundo os ensinamentos de Orunmila, todos os gêmeos são gerados neste signo e dependem dele e de sua influência.
A fala humana foi introduzida por este Odu e com ela todos os idiomas existentes. Por este motivo, Okanran Meji é considerado o protetor da oratória.
As pessoas nascidas sob este signo não recebem qualquer reconhecimento por parte de seus semelhantes, por mais que lhes façam o bem. Assegura invulnerabilidade contra feitiços e bruxarias.
Prenuncia morte súbita, riscos de cirurgias no ventre e no aparelho urinário, briga em família, independência, incapacidade de realizar o que se queira.
Os filhos deste Odu são desconfiados, esquivos, medrosos e tristes.
Okanran Meji indica situações de perigo diante das quais, a pessoa está indefesa e sem possibilidades de ser socorrida.
Indica depressão física e moral, má nutrição celular, hipotensão, todos os tipos de enfermidades causadas por insuficiências e deficiências, diminuição da força vital.
Demonstra fanatismo religioso, impossibilitando a capacidade de um raciocínio lógico e filosófico.
É um Odu de prenúncios quase sempre negativos, como a noite que chega, a tempestade que se aproxima.
SAUDAÇÕES DE OKANRAN MEJI:
Em Nagô: Okanran ki kara ko ma fonja
ki ma fikan iya kosi kan.
Em Fon: Mi kan Aklan Meji.
Emi site sin, nontõ ñãnlu do me,
bo jijõ dãgbe be me!
Tradução: Saudemos Okanran Meji!
Eu me perdi num local onde imperam a falsidade e a traição,
Mas agora parte em busca de um lugar melhor, Onde exista apenas sinceridade.
OKANRAN MEJI EM IRE:
Quando em Ire, Okanran Meji pode indicar, principalmente: Vocação religiosa, eloqüência, solução de problemas por intermédio de simples entendimentos, nascimento de uma criança, nascimento de gêmeos, virilidade no homem, sexualidade na mulher, progresso ou enriquecimento repentino.
OKANRAN MEJI EM OSOGBO:
Em Osogbo. Este Odu pode indicar: Fanatismo religioso exacerbado, injustiça, ingratidão, inquietude, abandono, lágrimas, perigo iminente e irremediável, inimigos ocultos, novidades, barulhos, alvoroços, visita estranha, coisas negativas em todos os sentidos, ou negativa até certo ponto, susto, grandes perigos, roubo, prisão, ruína e perda de tudo.
Neste Odu falam as seguintes divindades:
Orisás: Exú, Aganjú
INTERPRETAÇÕES DE OKANRAN MEJI:
Okanran Meji proíbe a seus filhos: Comer akasá envolvido em folhas que não tenham sido colhidas com preceito ritualístico; carne de cão; de búfalo; feijão akpakun; carne de macaco. Cortar ou queimar galhos ou ramos de Iroko; amarrar feixes de lenha; tocar em cipós.
SENTENÇAS DE OKANRAN MEJI:
Se alguém soldar dois pedaços de ferro, jamais poderá separá-los. (Os inimigos do consulente são impotentes para ocasionar-lhe qualquer malefício).
Consultaram para saber sobre a enxada e ninguém ousou dizer, que ela fora destruída. (Não adianta ao consulente, persistir numa empreitada em que ele se meteu, pois ela não lhe trará o menor proveito).
A água com que se lavam as mãos depois de cair no chão será absorvida pela terra e dela nada restará. (Se alguém pretende de alguma forma, prejudicar o cliente, basta que ele faça o ebó determinado pelo jogo, para que o mal que estejam desejando, seja absorvido pela terra, da mesma forma que a água com que lavamos as mãos).
Se o saco de carregar crianças estiver bem amarrado ao colo, mesmo que vire a criança não cairá no chão. (Está é a resposta dada a uma mulher com mais de três meses de gravidez e que tendo sofrido uma pequena hemorragia esteja com medo de abortar. Neste caso, deve ser feito o seguinte sacrifício:
A mulher deverá preparar com suas próprias mãos dois saquinhos de tamanhos diferentes.
No saco menor serão colocados 16 grãos de milho branco e no saco maior 16 grãos de milho vermelho. Uma galinha que já tenha gerando pintinhos é sacrificada para Elegbara e dela, 16 penas serão separadas. Feito isto, o Awo marca Okanran Meji no yerosun, sobre seu Opon, recolhe um pouco do pó e o coloca, junto com os grãos contidos no saco menor e as penas da galinha oferecida a Elegbara, dentro do saco maior. O saco é então amarrado com muita segurança, enfeitado com os traços indiciais de Okanran Meji e pendurado, de boca para baixo, sobre a cama da mulher. A boca do saco deverá estar muito bem amarrada, para que nada se derrame do seu interior.
O outro saco será preparado da mesma forma, sendo que os grãos de milho branco que haviam sido colocados inicialmente em seu interior, serão substituídos por outro tantos de milho vermelho, devendo ser entregue ao marido, para que o pendure sobre sua cama, de boca para baixo. Este procedimento evitará que a mulher venha a abortar.
Uma árvore abatida deixa em pé, uma parte de seu tronco. (Sempre que morre um gêmeo, a mãe deve mandar entalhar uma estatueta de madeira com as características do falecido, dando a ela o nome do filho morto oferecendo uma parte de tudo o que o gêmeo sobrevivente venha a consumir como alimentação).
A rede de pesca não pode capturar o hipopótamo. (O consulente vencerá as dificuldades pelas quais está passando).
SIGNIFICADO E INTERPRETAÇÃO DE OGBE MEJI OU EJIONILE.
Ejionile é o 8º Odu no jogo de búzios e o 1º na ordem de chegada do sistema de Ifa, onde é conhecido pelo nome de Ejiogbe.
Responde com 8 (oito) búzios abertos.
Em Ifá, é conhecido entre os Fon (Jeje), como “Jiogbe”. Para melhor eufonia dos cânticos, costuma ter as silabas invertida para Gbe-Jime.
Outro nome com que é muito conhecido é Ogbe Meji, dentro do sistema divinatório de Ifá.
Ejionile, Jionile ou Jionle, devem ser contrações das palavras Oji lo n’ile, cuja tradução é: “Aquele que possui a Terra (o mundo). “Este Odu recebe ainda, em nagô, os seguintes nomes:
Ogbe Oji - Duas palavras (vida e morte).
Oji Nimor Gbe - Eu recebi duas dádivas.
Alafia - Coisas boas.
Awulele - Cumpra com seu sacrifício e serás bem sucedido.
Aluku Gbayi - Aquele que, conhecendo a morte, se ergue sobre o mundo. Ele sabe se agitar ao redor do Sol.
Sua representação indicial em Ifá é:
* *
* *
* *
* *
Ejionile é um Odu composto pelos Elementos Fogo sobre Fogo, o que indica dinamismo puro que impede, de forma instintiva, à conquista do objetivo.
Corresponde ao ponto cardeal Leste.
Sua cor é o branco. É um Odu masculino, representado esotericamente por um circulo inteiramente branco.
O circulo representando Ejionile (Ejiogbe) chama-se Gbe-Me, seu interior é branco, como branco é o amanhecer do dia. E o universo conhecido e o desconhecido chamam-se em yoruba, Aiye.
Ejionile é considerado o pai dos demais Odu, sendo, portanto, o mais velho de todos, com exceção de Ofun Meji.
Sua principal função é de proteger o nosso mundo, suprindo-o em todas as suas necessidades e cuidando de sua permanente renovação. Representa o Oriente, é o senhor do dia e de tudo o que acontece durante ele. É responsável pelo movimento de rotação, que provoca, depois de cada noite, o surgimento de um novo dia.
Controla os rios, as chuvas e os mares, a cabeça humana e as dos animais. O pássaro lekeleke - consagrado a Osalá, o elefante, o cão, a árvore Iroko, as montanhas, a terra e o mar pertencem a este signo, assim como todas as coisas naturalmente brancas.
Rege o sistema respiratório e tem também, sob suas ordens a coluna vertebral, além de todo o complexo de vasos sanguíneos do corpo humano, embora se saiba que o sangue não lhe pertence, mas a Osa Meji.
As pessoas pertencentes a este odu são impulsivas, chegando quase a irracionalidade. Seus objetivos devem ser atingidos a qualquer preço, mesmo que represente o sacrifico de outrem.
Possuem desenvolvimento intelectual mediano, alimentado por uma curiosidade incontrolável e enfraquecido por imaginação excessiva, que os leva a criar fantasias demasiadamente absurdas.
Tendem ao vulgar, ao mais fácil, ao comum, não se importando muito com a qualidade das coisas.
Costumam ser diretos e sutileza é coisa que desconhecem quase que totalmente.
SAUDAÇÕES DE EJIONILE:
Em Nago:
Baba Ejionile alalekun moni lekun oko lola
Omodu abosun omo eni ko sé
Ileke ri si ka mu
Ileke omo lori adifafun aladese
Imaparo tin babeledi agogo.
Tradução:
Salve Ejiogbe.
Que os caminhos da morte não a conduzam a nós!
EJIONILE EM IRE:
Quando em Ire, Ejionile pode indicar, principalmente: Independência, determinação, um caminho aberto e que deve ser seguido, auto-suficiência, vitória sobre o inimigo, dedicação em face de problema próprio ou alheio, desenvolvimento intelectual pela vontade de saber, vitória em problemas de ordem financeira.
EJIONILE EM OSOGBO:
Em Osogbo, este Odu pode indicar: Perdição pelo jogo, estupidez, teimosia, irracionalidade, ações impensadas que ocasionam problemas, confusão, agressividade, fúria incontrolada, casos judiciais, uma aventura que terá final desastroso, falta de escrúpulos, adultério (por parte do cliente), sexualidade excessiva. Fala de doenças (Osogbo Arun) como: anemias, males do estômago, das mamas, da garganta e do ventre, loucura por imaginação
excessiva, problemas da coluna vertebral e do olho esquerdo.
Neste Odu, falam as seguintes Divindades:
Orisa: Obatala e Yemonjá.
.
INTERDIÇÕES DE EJIONILE:
Ejionile proíbe aos seus filhos: Roupas vermelhas, pretas ou de cores demasiadamente escuras; emú (vinho de palma); carne de galo, de cobra e de elefante; bolo de akasa que tenha sido enrolado em folha de bananeira, pérolas negras, corais negros e ônix. Não devem também matar ratos.
SENTENÇAS DE EJIONILE:
(1) Oh Ejiogbe! Que o cheiro da morte jamais se oculte do cão. Que Aklasu (*) possa sempre
farejar no ar, o cheiro da morte!
(O cliente vem sendo enganado dentro de sua própria casa e o ebó prescrito, fará com que a verdade seja descoberta).
(2) O buraco abriu a boca. O buraco não abre a boca se nada houver para ser engolido.
(O cliente encontra-se em perigo eminente de morte).
(3) Aklasu encontra um corpo sem vida e diz: “Graças a Ejiogbe, ainda existe alimento para mim”.
(O Odu Ejiogbe determina que o aklasu se alimente de carniça. Por este motivo, toda vez que o animal encontra um cadáver, dá graças a Ejiogbe. O cliente pra quem for determinada esta sentença encontra-se em sérias dificuldades).
(4) O Iroko (árvore) e a parasita Ava que o envolve, uma vez que se uniram, devem envelhecer juntos.
(O cliente não deve abrir mão do que é seu ou separar-se de um ente querido. Qualquer atitude nesse sentido lhe trará grandes conseqüências).
(5) Oh, Ifá Ejiogbe! O brilho do Sol desbotará a bela coloração vermelha do agidibaun (**) que vive nas montanhas!
(O cliente não deve expor-se em demasia, para não ver seu prestigio abalado ou diminuído).
(6) As pequenas contas brancas dos colares das sacerdotisas de Obatala, demonstram que inegavelmente, elas são suas esposas.
(O cliente não deve pretender obter coisas, que por direito não lhe pertençam, usando para isto métodos espúrios).
(*) Cão selvagem que habita as savanas).
(**) Espécie de preá de pelo avermelhado.
Responde com 8 (oito) búzios abertos.
Em Ifá, é conhecido entre os Fon (Jeje), como “Jiogbe”. Para melhor eufonia dos cânticos, costuma ter as silabas invertida para Gbe-Jime.
Outro nome com que é muito conhecido é Ogbe Meji, dentro do sistema divinatório de Ifá.
Ejionile, Jionile ou Jionle, devem ser contrações das palavras Oji lo n’ile, cuja tradução é: “Aquele que possui a Terra (o mundo). “Este Odu recebe ainda, em nagô, os seguintes nomes:
Ogbe Oji - Duas palavras (vida e morte).
Oji Nimor Gbe - Eu recebi duas dádivas.
Alafia - Coisas boas.
Awulele - Cumpra com seu sacrifício e serás bem sucedido.
Aluku Gbayi - Aquele que, conhecendo a morte, se ergue sobre o mundo. Ele sabe se agitar ao redor do Sol.
Sua representação indicial em Ifá é:
* *
* *
* *
* *
Ejionile é um Odu composto pelos Elementos Fogo sobre Fogo, o que indica dinamismo puro que impede, de forma instintiva, à conquista do objetivo.
Corresponde ao ponto cardeal Leste.
Sua cor é o branco. É um Odu masculino, representado esotericamente por um circulo inteiramente branco.
O circulo representando Ejionile (Ejiogbe) chama-se Gbe-Me, seu interior é branco, como branco é o amanhecer do dia. E o universo conhecido e o desconhecido chamam-se em yoruba, Aiye.
Ejionile é considerado o pai dos demais Odu, sendo, portanto, o mais velho de todos, com exceção de Ofun Meji.
Sua principal função é de proteger o nosso mundo, suprindo-o em todas as suas necessidades e cuidando de sua permanente renovação. Representa o Oriente, é o senhor do dia e de tudo o que acontece durante ele. É responsável pelo movimento de rotação, que provoca, depois de cada noite, o surgimento de um novo dia.
Controla os rios, as chuvas e os mares, a cabeça humana e as dos animais. O pássaro lekeleke - consagrado a Osalá, o elefante, o cão, a árvore Iroko, as montanhas, a terra e o mar pertencem a este signo, assim como todas as coisas naturalmente brancas.
Rege o sistema respiratório e tem também, sob suas ordens a coluna vertebral, além de todo o complexo de vasos sanguíneos do corpo humano, embora se saiba que o sangue não lhe pertence, mas a Osa Meji.
As pessoas pertencentes a este odu são impulsivas, chegando quase a irracionalidade. Seus objetivos devem ser atingidos a qualquer preço, mesmo que represente o sacrifico de outrem.
Possuem desenvolvimento intelectual mediano, alimentado por uma curiosidade incontrolável e enfraquecido por imaginação excessiva, que os leva a criar fantasias demasiadamente absurdas.
Tendem ao vulgar, ao mais fácil, ao comum, não se importando muito com a qualidade das coisas.
Costumam ser diretos e sutileza é coisa que desconhecem quase que totalmente.
SAUDAÇÕES DE EJIONILE:
Em Nago:
Baba Ejionile alalekun moni lekun oko lola
Omodu abosun omo eni ko sé
Ileke ri si ka mu
Ileke omo lori adifafun aladese
Imaparo tin babeledi agogo.
Tradução:
Salve Ejiogbe.
Que os caminhos da morte não a conduzam a nós!
EJIONILE EM IRE:
Quando em Ire, Ejionile pode indicar, principalmente: Independência, determinação, um caminho aberto e que deve ser seguido, auto-suficiência, vitória sobre o inimigo, dedicação em face de problema próprio ou alheio, desenvolvimento intelectual pela vontade de saber, vitória em problemas de ordem financeira.
EJIONILE EM OSOGBO:
Em Osogbo, este Odu pode indicar: Perdição pelo jogo, estupidez, teimosia, irracionalidade, ações impensadas que ocasionam problemas, confusão, agressividade, fúria incontrolada, casos judiciais, uma aventura que terá final desastroso, falta de escrúpulos, adultério (por parte do cliente), sexualidade excessiva. Fala de doenças (Osogbo Arun) como: anemias, males do estômago, das mamas, da garganta e do ventre, loucura por imaginação
excessiva, problemas da coluna vertebral e do olho esquerdo.
Neste Odu, falam as seguintes Divindades:
Orisa: Obatala e Yemonjá.
.
INTERDIÇÕES DE EJIONILE:
Ejionile proíbe aos seus filhos: Roupas vermelhas, pretas ou de cores demasiadamente escuras; emú (vinho de palma); carne de galo, de cobra e de elefante; bolo de akasa que tenha sido enrolado em folha de bananeira, pérolas negras, corais negros e ônix. Não devem também matar ratos.
SENTENÇAS DE EJIONILE:
(1) Oh Ejiogbe! Que o cheiro da morte jamais se oculte do cão. Que Aklasu (*) possa sempre
farejar no ar, o cheiro da morte!
(O cliente vem sendo enganado dentro de sua própria casa e o ebó prescrito, fará com que a verdade seja descoberta).
(2) O buraco abriu a boca. O buraco não abre a boca se nada houver para ser engolido.
(O cliente encontra-se em perigo eminente de morte).
(3) Aklasu encontra um corpo sem vida e diz: “Graças a Ejiogbe, ainda existe alimento para mim”.
(O Odu Ejiogbe determina que o aklasu se alimente de carniça. Por este motivo, toda vez que o animal encontra um cadáver, dá graças a Ejiogbe. O cliente pra quem for determinada esta sentença encontra-se em sérias dificuldades).
(4) O Iroko (árvore) e a parasita Ava que o envolve, uma vez que se uniram, devem envelhecer juntos.
(O cliente não deve abrir mão do que é seu ou separar-se de um ente querido. Qualquer atitude nesse sentido lhe trará grandes conseqüências).
(5) Oh, Ifá Ejiogbe! O brilho do Sol desbotará a bela coloração vermelha do agidibaun (**) que vive nas montanhas!
(O cliente não deve expor-se em demasia, para não ver seu prestigio abalado ou diminuído).
(6) As pequenas contas brancas dos colares das sacerdotisas de Obatala, demonstram que inegavelmente, elas são suas esposas.
(O cliente não deve pretender obter coisas, que por direito não lhe pertençam, usando para isto métodos espúrios).
(*) Cão selvagem que habita as savanas).
(**) Espécie de preá de pelo avermelhado.
SIGNIFICADO E INTERPRETAÇÃO OFUN MEJI.
Ofun Meji é o 10º Odu no jogo de búzios e o 16º na ordem de chegada do sistema de Ifa onde é conhecido pelo mesmo nome.
Responde com 10 (dez) búzios abertos.
Em Ifa é conhecido entre os Fon (jeje) como “Fu Meji”, “Ofun Meji”ou “Ofu Meji”. Os nagôs o chamam também, de “Ofun Meji”, “Làgun Meji” (Lagun significando mistério), “Oji Ofu” por eufonia, “Hekpa”ou “Baba Hekpa”por eufêmica (reza, prece), “Ologbo” (misterioso e maléfico por haver cometido um incesto – Lo).
Em yoruba “Fun” significa doar, dar; “funfun” significa branco e este odu representa esta cor, enquanto que “Ofu” significa perda, prejuízo. A palavra “fu” transmite a idéia de limpar soprando, como quando se assoprar um objeto ou superfície qualquer para retirar a poeira ali depositada.
Sua representação indicial em Ifa é:
* * * *
* *
* * * *
* *
Ofun Meji é um Odu composto pelos Elementos Água sobre Água, o que indica uma ajuda constante e pronta a apoiar o esforço que a invocar, sem obstáculos a serem vencidos ou confrontados.
Sua cor é o branco. É um Odu feminino, representado esotericamente por um Ovo onde se inscreve a direita,
verticalmente, doze pontos em pares superpostos e a esquerda, quatro traços horizontais superpostos. O ovo representa o próprio Ofun Meji, envolvendo todos os outros Odu e a sí próprio. Os quatro traços representam Ogbe Meji, Oyeku Meji, Iwori Meji e Odi Meji, a vida e a morte, o oculto e o revelado. Os doze pontos representam os demais Odu. “Inclusive o próprio Ofun Meji”.
Ofun é a mãe de Ogbe, Pai de todos os demais Odu. Segundo a opinião de alguns advinhos, Ofun Meji é também pai de Ogbe e possui os dois sexos, sendo, portanto, hermafrodita. Ogbe, sendo o seu filho mais velho, reina sobre os demais.
Ofun Meji é portador de um Ló (mistério) de que seria na realidade, o incesto praticado com seu filho Ose Meji. Em decorrência disto, todos os segredos e mistérios são regidos por Ofun que conhecendo o segredo da morte, possui o dom de ressuscitar os mortos.
Ofun Meji representa a grande Mãe e o principio maternal. Sendo a mãe de todos os Odu, e também de toda a criação, não tendo domínio somente sobre o ar, que após haver criado, libertou Ejiogbe que passou a dominá-lo.
Depois de Ejiogbe, Ofun Meji engendrou os demais Odu, possuindo assim o mundo, onde cada Odu criou e simboliza uma parte, sempre sob as ordens e leis estabelecidas por Ofun.
Este Odu rege Homens e mulheres indiscriminadamente, são um signo ligado as Kennesi (*), as aves e a feitiçaria são provenientes dele.
Suas atribuições são tantas que é impossível enumerá-las, assim como é impossível enumerar tudo o que está sob seu domínio.
Para que se tenha uma idéia, podemos afirmar que sob sua custódia, estão todas as coisas que as movem e tudo o que é branco, como por exemplo, os albinos, os cavalos brancos e as pessoas demasiadamente velhas.
Ofun reclama em seus sacrifícios, tudo em numero de dezesseis. Comanda juntamente com Osa e Irosun, as regras femininas. Este Odu é tão perigoso que a maioria dos advinhos omite seu nome diante de profanos preferindo dizer “Hekpa Baba” (Baba, significa papai e Hekpa é uma exclamação que exprime pavor).
Sempre que um advinho encontra este signo costuma dizer: Ló ou Eró, palavras que transmitem, ao mesmo tempo, a idéia de proibição, pecado e mistério: em seguida sopra três vezes sobre as palmas das suas mãos, como se elas contivessem um pó. Este procedimento tem por finalidade afastar a negatividade que acompanha Ofun. Os naturais deste Odu são pessoas fadadas a viverem muitos e muitos anos, conhecendo o sucesso e a realização plena
no decorrer de suas vidas. Adquirem bens materiais somente depois de meia idade, quando se encontram e se realizam espiritualmente, na medida em que se descobrem interiormente.
SAUDAÇÕES DE OFUN MEJI:
Em Fon: Mikan Fu meji Hekpa!
Ku kpodo ku yi le kpa.
Gbe kpodo Gbe yi le kpo.
Azon kpodo Azon yi le kpã
Guda Fligbe, wa yi sa nu mi!.
Kla Sa magba hwe do ta nu mio!
Di Fun, ku hun xu kon.
Se Tura do le do.
Le gbogbo do.
Kpoli agba no je agba ton gudo bo!
Je agba ton nukon!
Dunon Dunon emi yro le leo,
Emi hwele si ye!
Tradução: Saudemos a Ofun Meji, Hekpa! Morte e filhos da Morte, Vida e filhos da Vida. Doenças e filhos da Doença Ogunda Gbe, venha trazer asé ao meu sacrifício! Okanran Ba, que nunca falte um teto sobre minha cabeça! Osetura, isto é para você e também para Ile, a Terra, não importando a quem esteja endereçado sobre a Terra! Signo a quem pertença este sacrifica que possas demorar-te adiante e atrás dele.
Odu, Odu que eu invoquei, eu lhe ofereço água (dito isto se coloca farinha de akása diluída em água sobre o sacrifício ofertado).
Terminada a oferta, uma ultima prece é feita para que seja aceito:
Adra mi do kpe,
Adra we nmi ku-non!
Ku mi do Kpe!
Pe zuzon non se do mon a
E se we do fi-de, hun yi fi lo.
Tradução:
Adra, nós te reverenciamos,
Adra, Senhor da Morte!
Nos te reverenciamos, Iku!
O pássaro que voa não pode tocar aquele cuja cabeça esta protegida.
O perigo não se aproxima daquele que recebeu o Asé.
Se alguém te pede para ir a qualquer parte, você faz com que vá.
(esta ultima frase se endereça ao sacrifício).
Obs.: A segunda parte desta saudação é utilizada somente por ocasião do oferecimento de sacrifícios determinados por Ofun Meji e deve ser recitada sempre, depois de recitadas a primeira parte.
Prece de Ofun Meji (Yoruba):
Orunmila odye mondoye odimala mondimala
Bimala makade awontanimon awondadewe tedimale
Awo n lale awo ti wo n’fo wo kansusu dagba omosoko
Alaba ti n belode Ife awonimon odoyeee mandoyeee
Odimalan mondilmanlan Orunmila oni n’ma olo jagba awa
Do pitan majeta kokpawa Ifá dopitan majetan kokpawa.
Tradução; (Desconhecida)
OFUN MEJI EM IRE:
Quando em Ire Ofun Meji pode indicar, principalmente: Aquisição, riqueza, longevidade, aumento de recursos materiais, aumento de energias físicas e espirituais, credibilidade, segurança, sucesso.
OFUN MEJI EM OSOGBO:
Em Osogbo, este Odu pode indicar: Avareza, obsessão em acumular riqueza, traição, desmoralização, perda do respeito público. Em Osogbo arun indica problemas circulatórios, má circulação, obesidade, apoplexia, abortos, extirpação do útero e do ovário, cirurgias abdominais.
Neste Odu falam as seguintes Divindades:
Orisa: Obatala, Oduduwa, Baba Egun, Iroko e Kposu, (falam todos os Funfun).
INTERDIÇÕES DE OFUN MEJI:
Ofun Meji proíbe aos seus filhos: Beber vinho de palma (emu); peneirar farinha, soprar o fogo, quer seja para apagá-lo, quer para atiçá-lo; usar roupas ou objetos vermelhos; comer galo, porco, crocodilo, elefante e cobra, assim como todos os alimentos que são oferecidos a Dãn e a Nanã. O consumo do sorgo de casca vermelha é também uma de suas interdições.
Estas pessoas devem usar exclusivamente roupas brancas ou de tonalidades muito claras, não podem andar sujas ou em ambientes sujos.
SENTENÇAS DE OFUN MEJI:
(1) Os rios secam, mas Lo-To (*) não seca jamais.
(O consulente viverá por muito tempo e será bem sucedido, mas, deverá permanecer em vigilância constante para não ser prejudicado pela influência de Ose Meji).
(*) Água misteriosa do mar.
(2) Ofun Meji! Nada poderá deter o filho do incesto diante do segredo.
(O cliente está livre de morrer acidentalmente).
(3) O sabão se dissolve sobre a cabeça e desaparece, mas a cabeça continua no mesmo lugar.
(O consulente conhecerá a velhice).
(4) O dinheiro é uma coisa do destino, os tecidos são coisas do destino, os metais são coisas do destino. As roupas são como as pessoas, as pessoas são como as roupas. O homem necessita de roupas para ser admitido na casa de Deus (*)
(Mesmo sentido da sentença anterior).
(*) O fato de morrer nú, constitui-se um ló - quebra de um tabu.
(5) O rato vermelho glenzin diz: “Eu faço meu ninho em todas as casas, em todos os buracos, em todos os armazéns. No dia em que o lavrador recolher os seus grãos, será a minha morte”.
(O consulente penará muito para conseguir o que deseja e, logo depois de conseguir, morrerá).
Ebó: Com uma porção de terra recolhida num armazém ou celeiro, misturada há um pouco de água, o advinho modela um boneco (vokogbe-to), sacrifica sobre ele duas galinhas e um cabrito. Coloca tudo dentro de uma cabaça e enterra no armazém ou celeiro. Isto evita que a previsão da sentença venha a ocorrer.
Assinar:
Postagens (Atom)