quinta-feira, 17 de setembro de 2015

.IDÍ-BÁRÁ

Ifá diz:
" Um olho nunca enxerga a si mesmo" (Ìdí-Bàrà)
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Edidi, o adivinho de Oko
Obara, o adivinho de Ilé
Foi consultado Ifá para ambos e foi dito que sacrificassem de forma a evitarem mal entendidos entre eles para sempre.
Edidi se recusou a fazer o sacrifício mas Obara não.
Como de costume, Edidi foi a casa de seus parentes, na casa de Olofin, para cumprimenta-los após um dia de trabalho intenso na roça.
Eventualmente ele foi aconselhado a pedir sua noiva em casamento, assim que ela pudesse se casar.
Sua prometida, Obara, não gostava de Edidi por ser ele um lenhador.

"Ela ridicularizava a Edidi:
- O que devo eu fazer sendo esposa de um lenhador?"

Edidi suplicava que Obara o visse com bons olhos, mas Obara não queria ver, não queria encara-lo e nem queria desposar um homem lenhador, como Edidi.

Depois de muito relutar pelo amor de Obara, Edidi resolveu fazer o sacrifício que Ifa havia predito e então, Obara entendeu que Edidi era um homem muito trabalhador e muito honroso era ser a esposa do lenhador.

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Percebe-se que, hoje em dia, as pessoas estão muito exigentes em relação ao amor. Qualquer passo em falso: Adeus! Não aceitamos erros alheios. Não aceitamos qualidades no outro que, pra nós, sejam defeitos. Queremos que todos estejam conectados com nossas expectativas, que estão altíssimas e não param de crescer. O que nos é possível, não nos interessa. Almejamos o perfeito. O irreal. O ilusório. Queremos sempre o melhor, mesmo que o "melhor" não se adéque à nossa vida.

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"Hoje em dia temos isso!!
Ninguém espera nem tem paciência; há desconfiança demais, justamente porque muitos querem uma relação que trará algum tipo de beneficio, não se ama por amar "simplesmente"!

Reflita:
- O que você quer para sua vida?
- Emoções baratas?
- Ofertas irresistíveis?
Não sei se um dia o mundo cansará de tanta disponibilidade.
- Felicidades a 1,99. É pegar ou largar
- O mundo anda invertido. Ou será que sou eu?
- Temos que virar de cabeça pra baixo para ficarmos iguais.
- Aquilo que era secreto agora está escancarado.
- O que nos é caro, escondemos a 7 chaves.

"O que se tem no que diz amor é moeda de troca!
Baseando-se na necessidade do momento; não se luta juntos, não se trabalha unidos ali, para vencerem dificuldades, os dias modernos fazem com que os relacionamentos sejam muito mais modernos que diversos aparelhos eletrônicos que temos."

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Vivemos na verdade na era da Intolerância.
Do imediatismo.
Da falta de paciência.
Seja com downloads lentos, celulares fora de serviço. Ou pessoas que não seguem o nosso ritmo.

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No meio do caos, esquecemos o essencial: para se relacionar, é preciso tempo. Tolerância. E uma boa dose de bom senso.

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"Recentemente, acompanhando apenas de ouvinte, numa fila de órgão público, me deparo com a seguinte conversa de dois homens de meia idade:
- E aí cara, sumido! Nem te conheci, todo estiloso, calça de marca, camisa nem se fala, e o sapatos então, de couro, que foi, conseguiu abandonar aquele emprego ridículo que você tinha e resolveu encarar o mundo ou ganhou na loteria?
- E nem te conto! Mas vou falar só pra ti! Tá vendo aquela mulher ali, então, tô namorando ela, essa produção toda foi presente! Não troquei de emprego e sim de namorada, que dá no mesmo."

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O que me faz refletir dia a dia nas parábolas de Ifá-Orunmila.
"Aquele que se reconhece, que com sacrifício conquista o que precisa, deve fazer se de bem, para si, para manter seu bem estar, e o bem convívio com outro para nunca ser ludibriado, mesmo nos encantos do amor.

" Um olho nunca enxerga a si mesmo"

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Não, pessoas não são descartáveis. Não existe manual, nem informações no rótulo.

>>>>>>>>Quer saber? Todo mundo tem lá seus "defeitos".
Mas, nessas horas, não existe "loja autorizada", nem garantia.
No máximo, uma terapia ou um bom ombro amigo pra se reajustar."
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>>>>>>>> "Na verdade as pessoas precisam se apaixonar pela alma do outro. Quando amamos a alma entendemos que o resto faz parte da evolução da pessoa."
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>>>>>>>> "Dessa forma vem a tolerância e o bom senso."
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>>>>>>>> "A Intolerância está enraizada em nossa sociedade, e por consequência na relação a dois."
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>>>>>>>> " Vale a pena refletir em que conceitos quer seguir!
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>>>>>>>> "O mundo esta ao contrário e ninguém reparou!"
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>>>>>>>> "Milhões de vasos sem nenhuma flor?"

Ifa gbe wa oo

.Gunungun ( O abutre ):


Uma antiga história yorùbá narra que Gunungun (o abutre) era uma ave com muita saúde, no entanto, da noite para o dia, ele começou a ficar fraco, muito frágil, com a aparência muito pálida. Diante do estado em que se encontrava, Gunungun foi até Olodunmare, para saber o que estava acontecendo. Olodunmare recomendou que Gunungun fosse à terra, pois aqui ele encontraria a cura para tudo o que estava acontecendo com ele. Gunungun fez conforme Olodunmare recomendou...
Orunmila, o Deus do oráculo sagrado, vivia na terra, com suas duas mulheres. Mas ele era pobre. A vida de Orunmila não estava sendo fácil, ele encontrava diariamente, muitas dificuldades. Ele consultou o oráculo, para saber o que fazer. O oráculo lhe disse que, ele faria um favor para uma pessoa muito importante. Ele foi informado que essa pessoa lhe traria felicidades. Orunmilá foi orientado a realizar alguns sacrifícios, em algumas encruzilhadas, para que tudo acontecesse de forma satisfatória.
Quando Gunungun chegou na terra, ele encontrou as oferendas de Orunmilá nas encruzilhadas. Èsù que estava nas encruzilhadas, disse que Gunungun podia comer aquelas oferendas, assim ele fez. Logo após ele se saciar, ele ficou bom de tudo o que estava sentindo. Gunungun então, perguntou à Èsù, quem havia depositado aquelas oferendas. Ele respondeu que havia sido Orunmila. Diante da cura, Gunungun queria recompensar Orunmila e perguntou para Olodunmare o que deveria fazer. Olodunmare presenteou Gunungun com Crianças, Riqueza, Paciência e Longevidade. No entanto, Olodunmare disse para Gunungun que Orunmila só poderia escolher um dos presentes e que Gunungun deveria retornar ao Orun com os três restantes.
Gunungun foi até Orunmilá e disse a história, que ele havia ficado bom graças as oferendas que ele havia feito e que tinha quatro presentes, mas que ele só poderia escolher um. Orunmilá chamou suas duas esposas para escolher com ele.
Uma das esposas escolheu a riqueza, a outra escolheu as crianças. Orunmila perguntou ainda a um amigo o que deveria escolher, esse lhe respondeu que a Longevidade. Orunmilá questionou os seus seguidores, que após consulta, orientaram Orunmila escolher a paciência, pois aquele que tudo começou no mundo teve paciência. Orunmilá agradeceu todos, mas seguiu o Oráculo e escolheu a paciência.
Mas, as mulheres de Orunmilá não ficaram satisfeitas e começaram a brigar, mas Orunmilá quando indagado por elas, sempre respondia: "Aquele que tudo começou no mundo teve paciência". Gunungun voltou para o céu com os demais presentes. Com o tempo, riqueza ficou cansada de viver no céu sem paciência. Riqueza, então, pediu para Olodunmare para ir ao Aye, viver na casa de Orunmila para ficar junto de paciência. Depois de algum tempo, isso aconteceu com Crianças e mais adiante com Longevidade.
Decorrido alguns meses, as mulheres de Orunmila possuíam muitos filhos, Orunmilá possuía riquezas e tornou-se um homem com muita longevidade e, sobretudo, um homem com muita paciência, que soube fazer a escolha certa e que soube aguardar o tempo certo para que tudo de bom lhe acontecesse.

.Os segredos de Kitembú ( Ndembwa/ Tempo)

Kitembú é a divindade do tempo e das estações do ano, é ele quem comanda o clima, se chove ou não, se faz calor ou não, se neva, se esfria, se esquenta, se vira para tempestade, enfim o que estiver relacionado com o tempo, esse é o comando de Kitembú.
Kitembú é um Nkissi ( divindade Bantú ) muito conhecido e cultuado por eles, porém, pouco se sabe sobre esse magnifico Nkissi.
Em umas de suas trajetórias, Kitembú seria o Nkissi que livrou seu povo ( tribo Bantú ) de um ataque e erroneo no antigo local de morada, que após jogar um pó branco ( Pembá ) para o céu, se tornou bandeira e guiou Kitembú e seu povo para um lugar onde não seriam atacados e nem destroídos, contemplando assim, Kitembú o Rei da Nação Angola ( Kabinda - Bantú ).
Sua origem se desvem de Bantú, porem alguns dizem que Kitembú tambem seria Orixá, e cultuado nos Candomblés de Ketú e Jejê, mas não há nada que prove essa tese ou diversifica essa história, tendo que ser comparado com Orixá Yrokô ( Ketú ) e com Vodoún Lokó ( Jejê ) para se ter o culto em outras nações.
Pois bem, conhecemos que Kitembú é o rei da nação Angola e que comanda o tempo e as estações, mas o que chega ser esse Nkissi, quais suas caracteristicas e determinações?! Pois então, Kitembú é classificado como um velho, mas um velho muito ativo, inquieto e mandão, é um beberrão e gosta de farrear com as coisas, coisas que vemos com o proprio tempo, ora esta frio, ora calor, ora sol, ora chuva, não se dá para compreender o tempo e nem suas determinações, mas isso é crucial, pois Kitembú é um Nkissi muito concentrado em sua função dada por Nzambi ( Olodumarê - Ketú ) e ( Mawú - Jejê ), porem quando se enfurece, faz com que o tempo se limite entre sí mesmo e começa a ficar perdido, dessa forma Kitembú ponha - se a beber, ficando embriagado pela bebida alcoolica, Kitembú fica louco e hostio ao mesmo tempo, ocorrendo as mudanças climaticas momentanes, o tempo de tédio, horas perdidas e etc.... ocasionando serios acontecimentos que até o proprio Nzambi fica perdido, onde que quando ele esta assim, dá ordens aos outros Nkissis sem saber o que esta dizendo, ocasionando furiosas tempestades, terremotos, nevadas, ou até mesmo guerras, consquistas de impérios, doença epidermicas, ataque de animais, perca na agricultura, pois é Kitembú que limita as funções dos outros Nkissis, e estando num estado embriagado, fala e da ordens nas quais não se compreende e tambem não se segue a risca de Nzambi, ocorrendo esses serios fatos.
Kitembú só consegue ser acalmado após ser muit bem tratado por Nkissi Pembá, Mavambo ou Kaiaiá, pois são Nkissis que conseguem se comunicar integralmente com ele, dando lhe a ajuda e a firmeza para que Kitembú não se perca outra vez, por isso a razão de Mavambo ( Exú - Ketú ) ou ( Legbá - Jejê ) conseguir se transportar entre o tempo e entre um lugar ao outro, pois Mavambo é a unica divindade fora Nzambi que consegue voltar ao passado, estar no presente e ir para o futuro ao mesmo tempo, tendo grande importancia em cultos e tambem nas conclusões de Kitembú, Pembá é o Nkissi do destino, da sabedoria e do acontecer, ele é o proprio acontecer, pois é ele quem faz o continuo espaço tempo, tendo forte ligação com o Nkissi Kitembú, e Kaiaiá, pois é a mãe de todos os Nkissis e protetora, tendo uma função de sanear a mente, ou seja, a sanidade mental de cada ser.
Kitembú tem como grande parceiro seu amigo Mutalambo ( Oxóssi - Ketú ) ou ( Otolú - Jejê ),Nkissi da caça, da floresta e dos animais, pois a cada império consquistado ou a cada caça abatida, Mutalambo joga o pó de pembá ao ar, se tornando uma bandeira, sub dizendo " Eis aqui o fim do tempo de tal lugar, vida, sociedade, ou etc" significando que o tempo de vida ou de mandato de tais acabaram. Também tem forte ligação com Kaiangú, Nkissi dos ventos, tempestades e raios, pois é com ela que Kitembú se forte identifica na hora de mostrar todo seu poder, e é com ela que vem a terra fazer sua passagem, por isso o vento sempre se interliga com o tempo e vice - versa. Tem grande e importante ligação com Zumbá, pois alguns dizem que é seu filho, outros dizem que seu marido, mas a relação entre Kitembú e Zumbá é intensa e bem licita, pois Zumbá é a morte, a dona de Nvumbi ( morte ) e a comanda, e a morte é o inicio e o final de tudo, e mostra que o tempo da pessoa na terra acabou e é hora de voltar ao além, nos dando a conclusão de que tudo existe um tempo, e de que nada é eterno, tudo tem um começo, um meio e um fim, mas que nada se termina, apenas recomeça novamente de uma outra forma.
É irmão de Nsumbú ( Omolú - Ketú ) ou ( Sakpatá - Jejê ), o Nkissi da terra, das doneças e da saúde, e sua ligação com Nsumbú é bastante forte, mas tambem precária, pois Nsumbú e Kitembú vivem brigando, por isso ocorre as vezes epidermias ou doenças por varios anos ou em varias pessoas. Tem uma intensa ligação com Nzazi ( Xángô - Ketú ) ou ( Sogbô - Jejê ) e tambem com Luango ( Ayrá - Ketú ) ou ( Badé - Jejê ), Nkissis do trovão, justiça e da lei, pois Nzazi é o poder em comunicação, e o proprio raio e trovão, e Luango é o intermediário entre o céu e a terra, tendo em suas aparamentas uma chave, mostrando que Luango tem a chave do céu em seu comando dado por Lembá ( Oxalá - Ketú ) ou ( Olissá - Jejê ), nos dando identificação de que o tempo corre tanto no céu, quanto na terra, e de que a maior prova disso é a mudança, onde entre Hongolo ( Oxúmarê - Ketú ) ou ( Bessém - Jejê ), pois Hongolo é o Nkissi cobra, do arco - iris como seu proprio nome, da advinhação e das mudanças, pois é Hongolo que tuda muda, que tuda transforma, que tuda mexe, é ele o senhor dos movimentos e do "mudar" de vida, dando a intendificação fortemente com Kitembú, pois Hongolo muda tuda, mas sem a passagem e a ordem de Kitembú, nada se muda, nada se transforma e nada se inicia, sem Kitembú, Hongolo não pode continuar o ciclo, formando - se a evolução, que é a maior mostra de passagem de tempo na terra, onde se concentra Nkissi Nkossi ( Ogún - Ketú ) ou ( Gú - Jejê ), pois é ele o senhor dos metais, dos caminhos e da evolução, e para se seguir o caminho, precisa - se te tempo, pois é no tempo que encontraremos nosso caminho, e mostraremos nossa evolução. Kitembú tem passagens e fortes e importantes ligações com todos os Nkissis, tambem com Danda Luna, Katendê, Zimbá Ngondo, Karámoze, Telekompenzo, ou seja desde Mavambo á Lembá, pois é Kitembú quem determina o caminho, o tempo, o mudar, o passar, transformar, evoluir, faturar, ganhar, perder, esperar, conquistar, revolucionar, voltar, prosseguir, diminuir, crescer, amar, odiar, aprender, ensinar, ou seja, o viver de cada e de todas as pessoas do mundo, seja de animais, plantas, humanos, elementos ou objetos, pois é Kitembú quem decide e que determina seu existir, o seu viver.
SUA COR: branco com prata, tambem branco com verde e vermelho, ou todas as cores.
ADORNOS: ferramenta de metal de bandeira, uma lança, ou pode carregar tambem uma ampulheta.
DIA DA SEMANA: terça - feira.
DATA COMEMORATIVA: 10 ou 11 de agosto.
FIO DE CONTA: branco, verde e vermelho.
SAUDAÇÃO:
Nzará Kitembú, Kiuá Tateto Ndembwá Talenú!!

.A IMPORTÂNCIA DO ÒSÙ (ADÒSÙ).


A IMPORTÂNCIA DO ÒSÙ (Adòsù). NA INICIAÇÃOO òsù é um amalgamado de substâncias secretas, algumas in-natura, outras secas, algumas torradas mas tudo isto reduzidos a pó, este conhecido como iye. Ele serve de veículo para transmitir o àse do Òrìsà a ser consagrado no futuro iniciado. O òsù será formado pelos elementos constituitivos e carrega não somente o àse mas a individualização de cada Òrìsà, sendo assim há uma expressiva diferença entre os òsù, cada qual leva suas substâncias distintas e específicas, ou seja, um diferente do outro. É a preparação mística de uma base apta a receber o Òrìsà Tutelar quando ele manifestar-se no iniciado. Para que possa veicular o àse pretendido, deve ser consagrado ritualísticamente em um odo (almofariz/pilão) devidamente preparado para este tipo de cerimônia. O almofariz, onde os remédios e elementos sagrados são triturados é considerado um objeto sagrado feito apenas com determinados tipos de madeira. Simboliza as duas forças fundamentais: o almofariz representa o pólo feminino , enquanto o pilão representa o pólo masculino. O que se obtem destes dois é o terceiro elemento "O elemento criado, o elemento procriado". O ritual para o preparo do òsù, onde são recitados a cerimônia do Mo Jùbà (invocação sagrada) e certos adúrà (rezas) são de competência única e exclusiva dos Babalòrìsà, Ìyálòrìsà , Ìyálàse e Òsùpin

Em determinado estágio da iniciação, a Ìyálàse trasfere esta massa do almofariz e a fixa em formato cônico, sobre o crânio raspado do noviço, mais especificamente em um pequeno corte ritualístico denominado de gb éré, por intermédio de um ciclo ritual que culmina quando esta profere algumas palavras, afim de consagrar o ò sù. Estas palavras são conhecidas como ofò. Uma vez sacralizado corretamente e por quem de direito, o òsù fortalece o àse do Òrì sà consagrado no iniciado e este passa ser chamado de Adòsù. O denominação A'd'òsù , resulta na forma contraída das palavras: A òsù, o que poderiamos interpretar como: "Aquele que carrega o òsù" ou "O Portador do òsù ".De suma importante lembrar, que a gramática Yoruba na prática de sua linguagem é comum usar o sinal diacrítico o "apóstrofo". Consiste em que, se numa mesma frase a palavra termina com uma vogal e a palavra seguinte começa com uma vogal, uma destas duas vogais sofre supressão, então duas ou mais palavras tornam-se apenas uma.
O Adósù é um símbolo de submissão ao grande Aláàfin (o soberano da cidade de Òyó). Os seus seguidores, portam este tufo de cabelo, que situa-se no alto da cabeça para que todos possam visualizar, o mesmo ocorre com os iniciados que carregam este símbolo para que sejam reconhecidos como os seguidores e submissos de Sàngó em território Yorùbá, sabe-se que é um dos símbolos mais importantes e sagrados para os iniciados desta divindade, origem Yorùbá.

O mesmo simbolo é usado em algumas religiões da cultura Afro-brasileira.

Mais sobre o Adósù

As mulheres do Aláàfin
A lya-Naso está ligada ao culto de Sàngó e geralmente é responsável por tudo ligado ao seu culto.
É de sua responsabilidade a capela privada do rei, para o culto a Sàngó, todos os privilégios decorrentes ao cargo são dela.
A lya-fin-Ikù é a segunda no comando, assistente da lya-Naso. Ela esta ligada ao rei através do "Adósù Sàngó", devota do rei para os mistérios de Sàngó, como todos os adoradores de Sàngó, cedem um de seus filhos para trabalharem para o Deus, ela assume um lugar privilegiado ao lado do rei, podendo ir e vir livremente, além de comer qualquer coisa sem que seja cobrado dos vendedores.

.Àjàlá Mopin – O modelador de Orí

Afùwàpé, aquele que soube escolher o melhor Orí

Orí é a cabeça que norteia todos os seres-humanos e "Apéré" é seu suporte, por essa razão, sempre que louvamos Orí, evocamos também o seu suporte "Orí Apéré-oooooo!", bem como o Orí Inú (encéfalo) "Orí Inú-oooo!" .

Acreditamos que "Àjàlá Mopin" é a Divindade à qual Olodúnmarè atribuiu a responsabilidade de "modelar" o Orí das pessoas. Muito embora Àjàlá seja habilidoso na "arte de moldar cabeças", por vezes ele comete erros e então surgem os "Orí Buruku", que são as "cabeças defeituosas". Cremos que mesmo antes do nascimento, escolhemos nosso Orí, pedindo-lhe junto à Àjàlá Mopin. Essa "solicitação" é denominada "Àkúnlèyàn", nesse momento o indivíduo "acorda" a sua permanência no Àyé, dentre outros aspectos de sua vontade. Isto posto, Àjàlá Mopin dá a pessoa aquilo que os yorùbás chamam de "Akúnlègbà", que é na verdade uma espécie de "mola propulsora" para que os "desejos acordados" sejam realizados. Por fim, Àjàlá Mopin, concede "Àyànmò" que é a parte do destino que mesmo através da mediação dos Òrìsàs não será jamais alterada. Ou seja, "Àkúnlèyàn" e "Akúnlègbà" podem sofrer alterações ao longo da vida. Essas alterações são possibilitadas por meios de oferendas, as quais são vislumbradas através do oráculo ou pela "fala" dos Òrìsàs, entretanto, aquilo que fora determinado em "Àyànmò" jamais sofrerá mudanças.

A afirmação de que nós mesmos escolhemos nosso Orí é fundamentada através de um Itán, publicado por Abimbola, o qual diz que Ifá foi consultado para "Orísèékú", "Orílèémèrè" e "Afùwàpé". Quando eles foram escolher seus respectivos Orí junto à Àjàlá Mopin, o grande moldador de cabeças, Ifá determinou que eles fizessem sacrifícios de modo que escolhessem um bom Orí para o seus destinos. Orísèékú e Orílèémèrè ignoraram a recomendação de Ifá e, somente Afùwàpé fez o que lhe fora designado. Como consequência, Afùwàpé teve muita sorte e prosperidade em sua vida, haja vista que, graças aos sacrifícios realizados, ele escolheu o "Orí certo" (Orí Réré). No entanto, Orísèékú e Orílèémèrè, que não seguiram a determinação de Ifá não tiveram a mesma sorte.

Abaixo, transcrevemos uma variante do Itán de Ifá, respeitante a saga de Orísèékú, Orílèémèrè e Afùwàpé rumo à Terra.

"Ifá foi consultado para Orísèékú, o filho de Ògún, para Orílèémèrè, o filho de Ìjá e para Afùwàpé, o filho de Òrúnmìlà, no dia que eles iam para a casa de Olódúnmarè escolher suas cabeças. Orísèékú, Orílèémèrè e Afùwàpé eram amigos, um dia eles se reuniram e decidiram que iriam para a Terra e lá, eles se estabeleceriam e seriam prósperos, sendo que, para eles, a Terra seria um lugar melhor do que o céu.

Eles pediram conselho aos Àgbàlágbà (anciões), que disseram que antes deles viajar, eles deveriam ir até Àjàlá escolher suas cabeças. Eles foram advertidos assim: "quando vocês forem, vocês não devem virar à direita, e nem ir diretamente para a casa de Àjàlá, até mesmo se um de vocês ouvir a voz do pai, vocês não devem ir diretamente para a casa de Àjàlá". Orísèékú, Orílèémèrè e Afùwàpé, prometeram aos Àgbàlágbà que atenderiam as advertências. Depois de caminhar por muito tempo, eles encontraram Afabéré-Gúnyán ("aquele que bate inhames com uma agulha pequena"). Eles disseram: "Pai, nós o saudamos"! O pai respondeu: "obrigado"! Orísèékú, Orílèémèrè e Afùwàpé questionaram como chegar até a casa de Àjàlá. Afabéré-Gúnyán disse que eles tinham que terminar de bater o inhame dele primeiro, depois ele mostraria como chegar até lá. Afùwàpé levou a agulha dele e começou a bater os inhames com isto, durante três dias. Quando ele terminou de bater, Afabéré-Gúnyán disse que eles podiam ir, que depois de caminhar mais um pouco, eles deveriam virar à direita, onde encontrariam o Oníbodè (guardião). Eles deveriam perguntar ao Oníbodè como chegar até a casa de Àjàlá.

Depois de caminharem por algum tempo, eles chegaram, Orísèékú, o filho de Ògún, ficou imóvel, ele ouviu a voz do pai dele, solicitando-o para guerra. Então, Orísèékú pegou suas armas para ajudar seu pai. Orílèémèrè e Afùwàpé o advertiram, dizendo que eles não deveriam ouvir nem mesmo aos seus pais, conforme orientação dos Àgbàlágbà. Eles então, continuaram sua viajem até a casa de Àjàlá. Após terem caminhado por um longo período, eles ouviram Òrúnmìlà, que golpeava o Opon Ifá com seu Iroke, fazendo um grande barulho. Afùwàpé, seu filho, ficou imóvel. Então, os outros dois companheiros exigiram que ele não parasse. Afùwàpé disse que ele não iria até ver o pai dele. Eles o fizeram lembrar da advertência, mas Afùwàpé, recusou abruptamente, insistindo que ele tinha que ver seu pai. Afùwàpé foi até Òrúnmìlà, enquanto Orísèékú e Orílèémèrè prosseguiram a viajem. Quando Òrúnmìlà viu Afùwàpé, ele lhe perguntou aonde ia. Afùwàpé disse que ele ia para a Terra. Òrúnmìlà, então, foi consultar o oráculo para o filho. O destino que se apresentou foi Ogbèyónú. O Oráculo disse: "Òrúnmìlà, seu filho vai fazer uma viagem para a Terra, para ele escolher uma cabeça boa, ele deverá fazer sacrifícios". O que ele deve sacrificar, questionou Òrúnmìlà. "Ele deve oferecer duas bolsas de sal e doze mil búzios". Òrúnmìlà ofereceu todos os materiais e o sacrifício foi realizado. As duas bolsas de sal e os doze mil búzios foram dados a Afùwàpé. Eles falaram que Afùwàpé procedesse na viagem. Quando Afùwàpé saiu da casa de Òrúnmìlà, ele nem não viu Orísèékú nem Orílèémèrè, eles já tinham ido embora.

Quando Orísèékú e Orílèémèrè alcançaram o Oníbodè, perguntaram-lhe como chegar à casa de Àjàlá. O Oníbodè disse que a casa de Àjàlá era muito longe, senão fosse por isso, ele os levaria até lá. Eles ficaram com muita raiva e perguntaram para outras pessoas, até conseguirem chegar à casa de Àjàlá. Quando lá chegaram, eles não o encontraram e esperaram por dois dias, como Àjàlá não retornou, eles resolveram falar com as pessoas que moravam lá. Disseram que eles haviam vindo escolher suas cabeças, sendo que estavam indo para a Terra. As pessoas da casa mostram-lhes muitas cabeças disponíveis na "loja de Àjàlá". Quando Orísèékú entrou, ele escolheu uma cabeça feita recentemente que ainda não havia sido "levada ao forno". Quando Orílèémèrè entrou, ele escolheu, sem perceber, uma cabeça defeituosa. Orísèékú e Orílèémèrè vestiram suas cabeças de barro e foram rumo à Terra. Restando poucos dias para chegarem, uma forte chuva caiu sobre Orísèékú e Orílèémèrè, essa chuva perdurou por muito tempo e as cabeças deles, começaram a se desfazer, ficando apenas um pequeno plano e assim eles chegaram. Na Terra, eles trabalharam muito, no entanto, eles perdiam tudo o que ganhavam e esse cenário se manteve por uns dez anos, sem qualquer sinal de melhora. Eles resolveram, então, consultar Ifá que através do oráculo disse que tudo que estava acontecendo, era em função das cabeças ruins que eles haviam escolhido e perguntou: "Quando vocês estavam vindo para Terra, vocês foram atingidos pela chuva?" Eles responderam: Sim, nós fomos! Ifá disse: "Quando vocês estavam vindo para Terra, vocês escolheram cabeças ruins! Vocês escolheram cabeças que ainda não haviam sido levadas ao forno. Vocês foram atingidos pela chuva e as cabeças ruins que vocês escolheram, ficaram danificadas, em pedaços, por isso, tudo o que vocês ganham, vocês perdem, sendo que tudo o que vocês conseguirem, será para restabelecer a forma de suas cabeças"…

Afùwàpé também continuou sua viagem à Terra, depois de ter caminhado por algum tempo, ele chegou até o Oníbodè e lhe perguntou como fazer para chegar à casa de Àjàlá. O Oníbodè disse que lhe mostraria depois, primeiro, ele iria preparar sua comida. Assim, Afùwàpé se sentou e pacientemente ajudou o Oníbodè. Quando Afùwàpé estava ajudando acender o fogo, ele notou que o Oníbodè estava colocando cinzas na sopa. Ele disse: "você está colocando cinzas na sopa". O Oníbodè disse que isso era o que ele sempre comeu. Afùwàpé colocou na sopa, um pouco do sal, que havia trazido consigo e pediu que o Oníbodè provasse aquilo. O Oníbodè ficou impressionado com o gosto e, implorou mais daquela iguaria à Afùwàpé, que concordou, dando-lhe as duas bolsas de sal. Quando eles terminaram de preparar a sopa, Oníbodè se levantou, conduzindo Afùwàpé até a casa de Àjàlá. Quando estavam chegando, eles ouviram alguém gritar. Oníbodè disse que aquele barulho vinha da casa de Àjàlá e que ele não estava em casa, sendo que aquele barulho era provocado por um credor à sua procura e, sempre que o credor aparecia, Àjàlá se escondia.

O Oníbodè disse à Afùwàpé que se ele tivesse dinheiro, ele deveria ajudar Àjàlá a pagar suas dívidas. Quando Afùwàpé chegou à casa de Àjàlá, ele achou o credor gritando, relinchando como um cavalo. Afùwàpé indagou quanto Àjàlá lhe devia. O credor disse que eram doze mil búzios (nesse aspecto, cabe lembrar que àquela época, os búzios eram moedas correntes). Afùwàpé pegou os doze mil búzios, que havia trazido consigo, e pagou o credor de Àjàlá, quitando toda a sua dívida. Quando o credor foi embora, Àjàlá saltou do teto, onde havia se escondido e, cumprimentou Afùwàpé. Ele perguntou se Afùwàpé achou alguém na casa. Afùwàpé disse: "Sim, achei! Essa pessoa disse que você lhe devia doze mil búzios, então, eu paguei toda a sua dívida". Àjàlá, muito contente, agradeceu Afùwàpé e lhe perguntou o que ele vinha fazer em sua casa. Afùwàpé disse que ele tinha vindo escolher uma cabeça, pois estava à caminho da Terra. Àjàlá pediu-lhe que viesse depois de certo tempo. Passado o tempo pedido por Àjàlá, Afùwàpé retornou e foi escolher sua cabeça. Àjàlá lançou uma vara férrea em muitas cabeças e todas ficavam em pedaços. "Está vendo Afùwàpé, essas cabeças não são boas"! Após muitas cabeças em pedaços, Afùwàpé escolheu uma. Quando Àjàlá lançou a vara de ferro, a cabeça deu um salto, caiu no chão e ficou rodando sem se desfazer. Àjàlá disse que aquela sim era uma boa cabeça e deu à Afùwàpé, que a fixou, dirigindo-se rumo à Terra.

Quando Afùwàpé estava chegando na Terra, uma forte chuva caiu sobre sua cabeça, a chuva era tão forte e intensa que Afùwàpé quase ficou surto, no entanto, sua cabeça permanecia firme, igual quando havia sido retirada da casa de Àjàlá. Ao chegar na Terra, Afùwàpé começou a comerciar, ele fez bastante lucro, ele construiu uma casa e enfeitou sua porta. Ele teve muitas esposas, ele teve muitos filhos. Depois de algum tempo, ele recebeu o honroso título de Orísanmí. Orísèékú, o filho de Ògún e Orílèémèrè, o filho de Ìjá, lamentaram-se à Afùwàpé. "Onde você escolheu sua cabeça? Porque não nos falou onde escolheria sua cabeça?". Afùwàpé, por sua vez, disse que eles haviam escolhido suas cabeças, todos em um mesmo lugar, o que os diferenciavam era, o destino".

"Ajalá modela a cabeça do homem

Odudua criou o mundo,
Obatalá criou o ser humano.
Obatalá fez o homem de lama,
com o corpo, peito, barriga, pernas, pés.
Modelou as costas e os ombros, os braços e as mãos.
Deu-lhe ossos, pele e musculatura.
Fez os machos com pênis
e as fêmeas com vagina,
para que um penetrasse o outro
e assim pudessem se juntar e se reproduzir.
Pôs na criatura o coração, fígado e tudo o mais que está dentro dela,
inclusive o sangue.
Olodumare pôs no homem a respiração
e ele viveu.
Mas Obatalá se esqueceu de fazer a cabeça
e Olodumare ordenou a Ajalá que completasse
a obra de Oxalá.
Assim, é Ajalá quem faz as cabeças dos homens e das mulheres."

O povo Yorùbá acredita que Obatala (a maior divindade cultuada entre os yorùbá, o primeiro ser divino criado, conhecido por Òòsàálá) modela o homem do barro do òrun (mundo espiritual), ou seja, ele cria o homem, com elementos do próprio òrun, porem em momento algum diz que ele cria mulas sem cabeça, este conceito turvo, surgiu em determinado momento em que os africanos vieram para o Brasil discursar sobre a criação do mundo e os seres humanos.

Assim que os africanos comentaram que o homem recebe um ara (corpo) e segue para buscar sua "Orí" (cabeça), logo os brasileiros entenderam e registraram o maior erro da história da cultura afro-brasileira, ou seja, nasceram as mulas sem cabeça.

Porem o erro foi que não esperaram para que fosse devidamente explicado, é que Orí é abstrato, tal quais os Odù (são considerados os pensamentos de Olorun, o senhor do òrun, odù seria caminhos ou conhecidos por destinos) que são energias mutáveis e cultuáveis, sem que tenham manifestações diretas e possuam um corpo.
Entre muitos erros de conceitos este acima é o pior, que faz com que o homem seja criado como a mula sem cabeça, para mais tarde buscar orí na casa de Ajalá, mas como ele iria buscar a sua cabeça na casa de Ajalá sem que ele tivesse cérebro, ou, uma mente para pensar e desejar...

Todos sabem que Ajalá realmente é o oleiro do òrun, que possui poder de modelar orí, estas que estão ligados aos Odù e variados destinos, por isso, que o culto a orí é individual e em momento algum veremos igual à outra e ou a manifestação de nem uma delas, mesmo sendo uma divindade de suma importância para cada ser humano, tanto que é cultuado antes mesmo da feitura do òrìsà, e ao contrario do que se acredita aqui no Brasil, o indivíduo não pertence a um òrìsà, na verdade quem determina e ou deve ser responsável por aquele individuo sempre será "orí", nem uma divindade terá poder sem que orí sancione.

"Quando alguém está para nascer,
vai à casa do oleiro Ajalá, o modelador de cabeças.
Ajalá faz as cabeças de barro e as cozinha no forno.
Se Ajalá está bem. faz cabeças boas.
Se está bêbado, faz cabeças mal cozidas,
passadas do ponto, malformadas.
Cada um escolhe sua cabeça para nascer."

Realmente há possibilidade do indivíduo pegar orí deformada, por isso, que é feito o ritual do Ebori, para que possa tratar orí e ao mesmo tempo rever seus votos, desejando novos caminhos, para isso, o indivíduo deve passar por determinados rituais e preceitos.
Outro ponto a discutir é o fato de se ter ou não um igba-orí (recipiente de louça, contendo alguns fetiches representando orí), nem todos os indivíduos precisam ter um igba-ori, o sacerdote pode muito bem dar um Ebori, sem que seja preciso manufaturar um igba-ori.

Então porque se ter um Igba-ori, se não há necessidade de ter um igba-ori, para cultuar esta divindade abstrata tão importante?

Muitas vezes um indivíduo, quer apenas dar um Eborí sem criar vínculos com a casa, nada impede que uma pessoa possa fazer isso, porem para aqueles que desejam seguir o culto a òrìsà, ou, os rituais yorùbá, pode manufaturar um igba-orí, para que possa tratar e cultuar o seu òrìsà individual com maior detalhes.

"Cada um escolhe o ori que vai ter na terra.
Lá escolhe uma cabeça para si.
Cada um escolhe seu ori.
Deve ser esperto, para escolher cabeça boa.
Cabeça ruim é destino ruim,
cabeça boa é riqueza, vitória, prosperidade, tudo que é bom. "

Outro equivoco, pois o individuo não tem como saber o que contém um orí até que chegue no aiye (plano físico), desta forma, não há como ele escolher uma boa cabeça, nem ser esperto com algo que ele não possui este direito, pois segundo a cultura yorùbá, a indisciplina de Ajalá é clara, pois ele não consegue criar todas as cabeças perfeitas, porem pode escolher uma boa, se o indivíduo fizer uma paga para ele, mas como um indivíduo poderia fazer um ebo (oferenda) se ele não possui elementos para isso no òrun, caso fossem assim não haveria pessoas com orí problemáticos.

Por isso, acredita-se que a família do indivíduo que irá nascer pode auxiliar, consultando o oráculo para descobrir um ebo para oferenda para aquele indivíduo que está para nascer. Porem de qualquer forma há possibilidade de através do culto ao orí de melhorar a condição do orí daquele indivíduo através do Eborí.

ESU A PEDRA PRIMORDIAL DA TEOLOGIA YORUBA



ESU OTA ORISA
Esu a pedra fundamental do Orisa
ESU OFI OKUTA DIPO YO
Esu transforma o sal em pedra

1. "O PRINCIPIO ERA A PEDRA"
Em todos os momentos da vida dos afro-descendentes que cultuam Orisa, a terra é o elemento mais importante a ser reverenciado e, em conseqüência disso , a pedra, o fruto da condensação da terra, a desagregação particulada e formadora do microcosmo Yoruba. Essa singularidade pode ser vista na gênese Yoruba, amplamente documentada, por diversos autores. Olodunmarê após um tempo imemorial de inércia resolve criar o mundo, e sua primeira criação é a pedra primordial chamada por ELE de ESU YANGI e, posteriormente, de Esu Obasin, cultuado até os dias de hoje em Ile Ifé.
Pode-se dizer que sem pedra "Ota" não há Orisa.
KOSI OKUTA
KOSI ORISA
"Sem pedra
Sem Orisa"

KOSI ESU
KOSI ORISA
"Sem Esu
Sem Orisa"

Todo Orisa tem que, obrigatoriamente, ser assentado em uma pedra ou em algum material que dela tenha vindo; exemplo: o ferro em que se assenta Ogun é a transmutação da pedra, transformada em ferro por intermédio do fogo. Dessa forma pode-se dizer que Ogun é assentado na pedra.
Outro aspecto interessante é que o corpo humano é composto de vários elementos, e entre eles um dos mais importantes é o barro modelado por Ajala, onde, posteriormente, é inserido por Obatala, o Bara, o ESU do movimento.
Outro aspecto de grande importância relacionado à terra é o Ikomojade (imposição de nome ou batismo). Nele o pai pega a criança e coloca o pé dela sobre a terra fofa, especialmente preparada para o momento, recitando o seguinte verso de Ifa:

Yoruba
Ilé
A o gbe omo, ao fi ese omo naa te ile,
A o wa wure bayi pe,
Ile ree o,
Ile ogere,
Ile ni a nte ki a to te omi,
A ki nbinu ile ki a maa te,
Bi o ba nrin nile ki omo araye ma binu re,
A ki nbale sowo ki a padanu,
Gbogbo ohun ti o ba dawole lori,
Ile aye yi,
ko ni padanu.

Português
Terra
Os pais pegam a criança e colocam o pé dela sobre a terra, iniciando a recitação. Eles chamam o nome da criança e falam:
1. (Nome da criança) Aqui está a terra,
2. A terra que está espalhada pelo universo,
3. É nela que se pisa primeiramente,
4. Antes de se pisar na água.
5. Ninguém que tenha ódio da terra,
6. Priva-se de pisar nela.
7. Quando você anda sobre a terra,
8. Os seres humanos não terão ódio de ti.
9. Todos que fazem negócios com a terra lucram com ela,
10. Tudo que você se propor a fazer na sua vida,
11. Não será em vão, você lucrara na vida.

Portanto, é muito claro que Esu foi criado por OLODUNMARÊ, da matéria primordial e divina da qual, posteriormente, ELE fez todos os Orisa. A mesma matéria que daria forma à toda existência divina, assim como toda a humanidade que, um dia, Ikú "a Morte" devolverá à esta lama primordial.
Assim, Yangi é o primeiro ser criado da existência e passa a ser o símbolo primal dos elementos criados.
Yangi é conhecido como "Esu Agba", o Ancestral primordial, e seus assentamentos mais antigos e tradicionais eram simples pedras de laterita vermelha, colocadas no chão, onde eram feitas suas oferendas e sacrifícios.
Em alguns lugares, como a Orita Meta ou a Encruzilhada de Três caminhos, a laterita vermelha está cercada por 7, 14 ou 21 pedaços de ferro enferrujados.
Na cidade de Ile Ife, pode-se ver o assentamento de Esu Yangi como o descrito acima.
Para se chegar a casa de OBATALA, entra-se em uma rua que vai exatamente até a entrada, e acerca de 10 metros antes da entrada, a rua principal abre-se em duas outras ruas laterais, formando um (Y) . No meio do vértice do (Y) está a casa de OBATALA, e na ponta do vértice o assentamento de Yangi, uma montículo de cimento armado com uma laterita fincada no alto. **
Yangi é por excelência o símbolo da existência diferenciada e, em conseqüência disso, o elemento dinâmico que leva à propulsão, à mobilização, à transformação e ao crescimento.
Ele é o principio dinâmico de tudo que existe e do que virá existir.

2. OS MÚLTIPLOS NOMES E FUNÇÕES DE ESU
Um mito relata como, em função de seu poder, Esu se descontrola, e começa a devorar toda a preexistência, sendo então obrigado por Orunmila, após uma longa perseguição, a vomitar tudo de volta.
Tendo sido cortado em milhares de pedaços, transforma-se no + 1, ou em 1 multiplicado pelo infinito. Neste caso, ele é Esu Okoto, o Caracol agulha, cuja estrutura óssea espiralada parte de um ponto único, abrindo-se para o infinito, e nos dá a idéia do crescimento, da evolução e da multiplicação, tendo-se tornado o símbolo da restituição e da recomposição, tornando-se Oba Baba Esu, Esu agbo, o Rei e o Pai de todos os Esu, gerados por seus pedaços.
Durante muitos anos conviveu-se com uma pretensa superioridade cultural, racial, religiosa na África e na região dos Yoruba que provocou guerras étnicas, fato que repercute ainda nos dias de hoje.
A suposta ação evangelizadora desarticulou sofisticadas estruturas religiosas, imprimindo aspectos negativos e demoníacos à imagem de Esu que, ainda hoje, habitam o universo religioso e pratico dos mais renomados Baba/Iya.
A perda dos valores primais africanos foi causada, sobretudo, pela escravidão, e posteriormente pela miscigenação com as seitas espíritas cristãs, permitindo assim que os mais sérios seguidores do Orisa ressaltem os aspectos negativos dos demônios, referindo-se a Esu como:
Exu Lucifer, Exu Tranca Rua das Almas, Exu sete poeiras do inferno, Exu Rei das sete encruzilhadas, ou mudam seu sexo, Exu Pomba Gira ou Exu Maria Padilha.
Os nomes e atributos deste importante Orisa do panteão Yoruba não permitem interpretações errôneas como as perpetuadas pela inércia e ignorância de pseudos experts em cultura Yoruba.

Nomes e Atributos de ESU:
ESU YANGI
O primeiro da criação, a laterita vermelha
ESU AGBA
Aquele que é o ancestral
ESU IGBA KETA
O dono da cabaça, o Igba Odu
ESU OKOTO
O dono da evolução, o caracol.
ESU OBASIN
O pai de todos os Esu
ESU ODARA
O Esu da felicidade
ESU OJISE EBO
O Esu que leva as mensagens ao Orisa
ESU ELERU
O Esu que leva o carrego dos iniciados
ESU ENUGBARIJO
O Esu que trás a prosperidade
ESU ELEGBARA
O Esu que detém o poder da transmutação
ESU BARA
O Esu dono do movimento do corpo humano
ESU OLONAN
O dono de todos os caminhos
ESU OLOBÉ
O dono da faca ritual
ESU ELEBÓ
O Esu que recebe as oferendas
ESU ODUSO
O Esu que vigia os oráculos
ESU ELEPO
O Esu do azeite de dendê
ESU INA
O Esu do fogo (saudado no Ipade)

Poderia-se fazer uma lista imensa dos nomes de Esu ancestrais cultuados no Brasil e África, mas esse exercício é desnecessário no momento.
O mais importante é destacar as funções desses Esu ancestrais nos rituais:
Esu Yangi:
É o princípio de tudo, a própria memória de Olodunmarê, seu criador.
Esu Agba ou Esu Agbo:
É o nome que mostra sua ancianidade; ele é o mais velho e, por conseqüência, o pai que é retratado no mito em que Orunmila o persegue através dos nove Orun.
Esu igba keta
É o terceiro aspecto mais importante de Esu que está ligado ao número três, a terceira cabaça onde ele é representado pela figura de barro junto aos elementos da criação.
Esu ikorita meta:
É ligado ao encontro dos caminhos ou a encruzilhada; o encontro de três ruas ( Y ).
Esu Okoto:
É o representado pelo caracol agulha, mostra a evolução de tudo que existe sobre a terra,
E está ligado ao Orisa Aje Saluga, o antigo Orisa da riqueza dos Yoruba.
Esu Obasin:
É por este nome é conhecido e cultuado em Ile Ifé.
Esu Odara:
É o que, se satisfeito através do sacrificio, traz a felicidade ao sacrificante.
Esu Ojisé ébó:
É ele que observa todos os sacrifícios rituais e recomenda sua aceitação, levando as súplicas a Olodunmarê.
Esu Eleru:
É o que leva os carregos dos iniciados (Erupin)
Esu Enugbarijo:
É o que devolve a todos o sacrifício em forma de benefícios.
Esu Elegbara:
É o todo poderoso que transforma o mal em bem, cujo poder reside na transformação das coisas.
Esu Bara:
É um dos mais importantes aspectos de Esu, pois ele é o Esu do movimento do corpo humano, infundido no corpo pré-humano, ainda no Orun por Obatala, sendo "assentado" no momento da iniciação, junto com o Ori e o Orisa individual.
Esu Lonã:
É o senhor de todos os caminhos do mundo.
Esu Olobé:
É dono do obé (faca), tem que reverenciado ao começar todos os sacrifícios, onde a faca é necessária.
Esu Élébó:
É o carregador de todos os Ébo.
Esu Odusô ou Olodu:
É ele que tem seu rosto retratado no Opon Ifa, e vigia o Babalawo para que este não minta; é o que vigia os oráculos (Opélé-Ikin-Erindilogun)
Esu Elepo:
É ele que recebe o sacrifício do azeite de dendê.
Esu Inã:
É um dos aspectos mais importantes deste Esu primordial, é presidir o Ipade, sendo o dono do fogo. É a Esu Inã que os Babalorisa/Iyalorisa se dirigem no começo do Ipade, uma das mais importantes cerimônias do ritual afro-descendente religioso:
E Inã mojuba
Inã Inã Mojuba Aiye
Inã mojuba
Inã Inã Mojuba Aiye...etc.

Outra forma de se dirigir a Esu, e que causa certa confusão, é quando seus acólitos a ele se dirige por seus EPITETOS que , por serem mais comuns, transformaram-se erroneamente em nomes: Exemplo;
Esu Tiriri
Esu Akesan
Esu Lode
Esu Barabo
Esu Alaketu
Esu Ijelu
Esu Bara lajiki
Esu Marabo...etc.

DA PEDRA A PEDRA
A ação repressiva dos cristãos europeus e, posteriormente, latino-americanos sobre os africanos, escravos e seus descendentes forjou o sincretismo entre os Orisa e os Santos Católicos.
Consequentemente, Esu e o diabo cristão na sua forma mais primitiva, teologicamente.
Assim sendo, a idéia de um Esu reelaborado pelos cristãos e, essencialmente maléfico e tenebroso, é inconcebível na Teologia e na cosmovisão Yoruba, que não tem um "inferno´" declarado, e os homens não são punidos a post mortem.
Muito embora, existam lendas e mitos populares onde Esu é retratado como manhoso, trapaceiro ou encrenqueiro.
Se Esu for reverenciado com o Ebo designado nada disso será verdadeiro e a sua suposta imagem de malignidade, decorrente dessas lendas, cairá por terra.
Na verdade, Esu é o Executor Divino, punindo aqueles que descumprem o sacrifício prescrito, recompensando aqueles que o fazem.
Ele nada faz por conta própria. Está sempre servindo de elemento de ligação entre OLORUN e Orunmila ou então servindo aos Orisa.
Segundo a Teologia Yoruba, nenhum ser divino pode punir um Ara aiye "ser da terra", diretamente, sem a consulta a Olodunmarê.
Diversos Itan Ifa nos dão conta que Esu também é encarregado por OLORUN para vigiar os Orisa no Aiye. Isso só pode ser feito porque ele é imparcial no seu papel de Executor Divino.
É por isso que todos os devotos de todos os Orisa sacrificam para Esu, por recomendação de Ifa, nos tempos de dificuldades, buscando dessa forma sua intermediação com Olodunmarê.
E, para que os Babalawo não se excedam ou mintam na prescrição dos ébó, o próprio Esu na qualidade de Odusó sempre estará presente no jogo, cuidando para que o Iwa "caráter" do consulente e do Babalawo não sejam maculados.
Esu reporta-se diretamente a OLORUN e mantém um inter-relacionamento com os Orisa e com os Egungun "ancestrais".
Ele não é vingativo e nada executa por sua própria conta, apenas cumpre fielmente as ordens de OLORUN, conforme os ditames do Iwa contido no Ori individual, destino escolhido por cada Ori no Ipori Orun `Lugar em que o ser humano é preparado.
E necessário, o mais depressa possível, esquecer, "desumbandizar" e "deskardekizar" as religiões de matriz africanas, pois não se pode viver com o paradigma de bem e mal, inexistente nessas religiões.
Em síntese, transmutar, teologicamente, a pedra primordial em pedra angular sobre a qual se sustenta a cosmografia tradicional Yoruba.

baba egungun e alafia

BABA EGUNGUN É ALAFIA ASÉ OOO

A alma e o espírito do seu pai vai levantá-lo
A alma e o espírito de sua mãe vai levantá-lo
Anualmente, seremos abençoados
Vamos viver o tempo e atrair a bênção de Deus
Egungun nos abençoará.

BABA EGUNGUN ARA ORUN KIN KIN

A Morte no caminho adiante, a Morte no caminho atrás, Hei! Hei! Hei!
Pai, estamos aos seus pés do culto de amor.
Gentilmente Eu vos saúdo, sois o bem.
Olhai para Nós e para nossa casa, agradecemos.
Faça com que vossos filhos estejam bem.
Envolvei-nos, Senhor da Morte e Pai.
Deseje-nos o bem, Pai, Senhor do Lado Direito.
Desejai-nos o bem, Pai, que tem o àlà ao seu lado.
Deseje-nos o bem, Pai, Senhor das árvores.
Deseje-nos o bem, Pai, Senhor das árvores a quem fazemos culto tradicional.
Deseje-nos o bem, Pai, Senhor que traz alegrias.
Deseje-nos o bem, Pai que caminha como o elefante.
Deseje-nos o bem, Pai, Filhos de Orò perdoem-nos Senhor.
Deseje-nos o bem, Pai, Pedra resistente que frutifica.
Desejai-nos o bem e faça-nos sorrir.
Desejai-nos o bem para que caminhemos no bem.
Assim seja!

QUE SÃO OS EGUNGUNS
Eles são os guardiões da herança ancestral de um grupo em particular e através de sua manifestação, ele pode ajudar ou ferir, ou criar problemas na estrada para a felicidade. Espíritos Coletivos adorados como uma herança ancestral são conhecidos como Ara Örün kinkin e têm um papel fundamental, como os fiéis acreditam que conta com a participação constante em tudo o que acontece no Aye. Assim, orientar, dirigir, proteger, porque de acordo com as crenças iorubás, o ancestral que deixa sua família em Ayé não dorme. Portanto, todas as minhas aflições serão depositados nas mãos de meus antepassados, porque da mesma forma como uma árvore sem raízes não pode sobreviver, o mesmo acontece com um ser humano que não reconhece a importância de seus antepassados. Enquanto antepassados, podem ser evocadas individualmente (Baba Egún) ou coletivamente (Baba Igúnnuku) de acordo com o tempo e as possíveis necessidades. Suas funções coletivas ultrapassou a linhagem de um círculo familiar particular. Proteger a comunidade de espíritos, epidemias, feitiços de bruxaria e garantindo o bem-estar geral.

MASCARA DE BABA EGUNGUN

Esta máscara Egungun de um babuíno especialmente mostrando os dentes grandes expressivos do babuíno. É a idade e o uso de longo é visto pela patina na superfície que é o resultado de muitas ofertas feitas sobre a máscara e os restos de penas das aves que servem como testemunho a essas ofertas. A máscara seria usado no topo da cabeça com o dançarino olhando para fora de uma abertura velado no pano cobrindo o rosto . Este é um exemplo clássico de Egungun máscara , possivelmente proveniente da Ila - Orangun entre os Igbomina Yoruba e é objeto de um verdadeiro conhecedor .
Entre os Yoruba da Nigéria mascarados conhecidos como Egungun dança para representar e celebrar os antepassados. Os Yoruba eles veem o mundo dos vivos e dos mortos como um continuo com os mortos sempre presente na vida de um indivíduo, sua família e da cidade. Dançarinos Egungun completamente cobertos de panos volumosos ou em trajes encimados por um cocar esculpida eles aparecem durante as cerimônias em homenagem aos antepassados , familiares anteriores ou vai dançar para representar presentes membros da linhagem . Mascarados Egungun foram notados já em 1826 e continua a tradição entre os Yoruba hoje combinando tradições há muito estabelecidas , muitas vezes com imagens contemporâneas . Egungun disfarça combina o uso de uma série de panos coloridos que parecem ser simplesmente empilhados na cabeça e no corpo do dançarino ou o pano será encimado por headpieces esculpidas de formas humanas e animais

QUEM DEVE CULTUAR A ANCESTRALIDADE ?

Todos temos pai. Temos mãe. Temos avô. Temos avó. E assim por diante. Então por certo TEMOS Ancestralidade! Compreendido isso, podemos facilmente deduzir então que não só podemos, como devemos cultuar nossos Ancestrais. Uma vez que somos o resultado da soma de saberes de nossos Antepassados, destes herdamos o inconsciente coletivo e com ele as informações legadas nele, e é por esta determinante maior, que os devemos louvar.

A ANCESTRALIDADE

A ANCESTRALIDADE É A RAIZ QUE NOS SUSTENTA!
AO ABRAÇARMOS NOSSA RAIZ, SOMOS POR ELA RECONHECIDOS...
QUAL ÁRVORE SE MANTEM DE PÉ SEM SUA RAIZ?
E SE É MINHA RAIZ, POR QUE TEMER..
DEVEMOS TEMER SOMENTE AQUILO QUE NÃO
CONHECEMOS, POIS CONHECENDO NOSSA RAIZ,
JAMAIS A TEMEREMOS, MÁS POR CERTO A RESPEITAREMOS...
CONFIO EM MEUS ANCESTRAIS E NELES DEPOSITO TODOS
OS MEUS ANSEIOS!!

DEVOÇÃO AOS ILUSTRES ANCESTRAIS
A devoção à memória dos ancestrais é a fonte de todas as virtudes.
Lembrar daqueles que nos trouxeram até aqui
é uma forma de melhorarmos sempre mais o nosso caráter,
a nossa personalidade.
A nossa vida presente depende de todos que nos antecederam
e também dos animais irracionais e plantas,
que vão gerar nossa alimentação, respiração e o bem estar físico e mental.
Celebrar a memória de nossos antepassados é celebrar a vida, a nossa vida presente.
Os ancestrais representam a experiência moral do passado, a nossa história moral,
a lei não escrita, mas experimentada e registrada no DNA de cada ser.
Somos parte de um misterioso ciclo vital que nos confere significação.
E, dentro dele, sendo insignificantes, temos importância.
Cada ser humano é a singularização da história de seus ancestrais.
Somos o resultado de muitos milhões que vieram antes de nós.

BABA EGUNGUN BABA EGUN

MUITO IMPORTANTE ESTA PUBLICAÇÃO
baba egungun não vem para bater em ninguém como tenho visto aqui no brasil pessoas com seu ori ou seja cabeça rachadas de paulada CHUTES entre outras coisas bizaras,nunca ouvir dizer que o iniciado tem de passar no ritual de orredor polones...infelizmente isso acontece e com muita frequencia ,se voce passou por isso o que posso lhe dizer e que o culto não e isso,assim como o candomble sofreu inumeras mudanças o culto a egungun no brasil tambem sofreu,e pra pior com pessoas suberbas que acham terem o dom de aterrorizar as pessoas não respeitando a energia que deteen. egum não mata não aleija nao bate em ninguem. O culto de egungun que voceis verem isso ou souberem que teve alguma destas histórias neste lugar não tem asé de baba só tem mentiras pensem bem digo isso porque o culto de baba egungun tradicional africano não existe estes tipos de coisas é muito diferente do culto de baba egungun que existe no brasil até porque baba egungun vem para abençoar e trazer prosperidade e não atrapalhar ou destruir ou espancar seus sacerdotes.se e sacerdotes cade o respeito entre baba e seus sacerdotes? obrigado..